Durante um único dia, Luiz Ruffato percorre a cidade de São Paulo tentando desvendá-la. A cidade onde vive o autor é apresentada em flashes e fragmentos, como se o texto fosse um caleidoscópio de tipos, personagens, dilemas e angústias da megalópole. Ruffato decifra cada dia, minuto e segundo da metrópole marcada pela diversidade humana, mosaico composto por gente de todo o Brasil. A linguagem é crua e de um realismo visceral. Este é o enredo de Eles eram muitos cavalos (Edições BestBolso), livro que já foi publicado na França, Itália e Portugal. As obras de Luiz Ruffato dão destaque à vida do trabalhador urbano, uma trajetória incomum na literatura brasileira contemporânea. Ruffato é um dos mais premiados escritores brasileiros da nova geração. Ele foi agraciado com o Prêmio Machado de Assis de Narrativa, da Fundação Biblioteca Nacional (2001), recebeu menção honrosa no Prêmio Casa de Las Américas de Literatura Brasileira (também em 2001), conquistou o Prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA de melhor ficção (2001 e 2005) e o Prêmio Jabuti (2007). Eles eram muitos cavalos foi eleito pelo caderno Prosa & Verso do jornal O Globo como um dos dez melhores livros de ficção dos anos 2000. O autor nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 1961. Lançado em 2001, o romance aqui mencionado recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o Machado de Assis da Biblioteca Nacional. Ruffato é autor da série Inferno Provisório, composta por cinco volumes, dos quais quatro já concluídos: Mamma, son tanto Felice, O mundo inimigo (ambos vencedores do prêmio de melhor ficção daquele ano pela APCA e publicados também na França), Vista parcial da noite (Prêmio Jabuti) e O livro das impossibilidades. Seu mais recente livro, Estive em Lisboa e lembrei de você, de 2009, foi lançado também em Portugal. (com assessoria)