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ILUSTRADO
Quarta-feira, 27 de Março de 2013, 20h:41

APROXIMAÇÃO

Grafiteiros e donos de muros livres

Depois do anúncio, na semana passada, da inclusão da arte das ruas de São Paulo em seu projeto de reunião de acervos de artes do mundo em um único site (www.googleartproject.com), a empresa lançou na última segunda-feira (25) uma nova iniciativa relacionada à arte paulistana. Entrou no ar o Color + City (“cidade + cor”), plataforma que reúne dois outros produtos do grupo: o Google Plus (sua versão de rede social) e o Google Maps, serviço de mapeamento das ruas da cidade. MUROS DISPONÍVEIS, RESERVADOS E GRAFITADOS Ao acessar o novo site (www.colorpluscity.com.br ), o usuário deve escolher se quer se cadastrar como titular de um imóvel - e autorizar que seu muro esteja à disposição de qualquer artista interessado -, ou, na outra ponta, como um artista em busca de um muro para realizar a sua intervenção. Segundo Esteban Walther, diretor de marketing do Google para a América Latina, a ideia do projeto é conectar proprietários de muros da cidade de São Paulo que queiram acrescentar cor a seus muros aos artistas de São Paulo. “Fazer do Google uma ponte para conectar essas duas pessoas”, ele diz. A página inicial mostra um mapa da cidade de São Paulo, no qual “pins” (marcações) de cores diferentes indicam a existência e a localização de muros incluídos no projeto. Conforme a cor da marcação, os muros são divididos em três categorias: disponíveis para intervenções, reservados por algum artista (a partir daí, as partes passam a se falar sobre a execução da arte) ou já finalizados pelo artista. Fotografias do local podem ser carregadas ao sistema pelos proprietários de imóveis (para atrair o interesse dos artistas) ou pelos artistas (para mostrar o resultado de sua intervenção). No lançamento da plataforma, o Google já havia cadastrado cerca de 50 muros livres para a intervenção dos grafiteiros. Segundo a empresa, muros de imóveis públicos não estão incluídos no escopo do projeto. A interação entre artistas e donos de muros depende de os envolvidos manterem um perfil na rede social Google Plus. A empresa não informa - nem confirma estimativas feitas pelo mercado - o número de pessoas cadastradas no serviço, nem a sua distribuição territorial. (Com Folha de São Paulo)

Edição EDIÇÃO 16963




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