NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Domingo, 14 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sábado, 16 de Agosto de 2008, 15h:03

RESENHA

Festival Calango foi morno

Uma maratona de rock de sexta a domingo. Cerca de 14 bandas por noite. E mais um catatau de artes integradas

Ney Arruda
Especial para o Diário de Cuiabá
Foi mais uma edição do festival “Curipampã”, minha gente! Ops! É Festival Calango, cara. Não é ‘Jacaré de Parede’, muito menos. Puxa foi tão rápido. Só três dias. Voam mesmo. Uma maratona de rock de sexta a domingo. Cerca de 14 bandas por noite. O Centro de Eventos do Pantanal se transformou na cidadela do roquenrou mato-grossense. Foi montado um verdadeiro mercado persa do mundo ‘underground’. Tinha “birinaites”, quitutes, doces, sanduíches. Artes integradas etc. E a cerveja ‘light’ Sol marcou presença por lá também. Oficinas de tatuagem com stands completos. E a raça se produzindo na maior. Tatoo rolando solto. Como de costume, dois palcos onde as bandas com a velocidade necessária se alternavam num frenesi espetacular. Até celebrei meu “niver” lá junto com uma galera de amigos. No sábado a banda ‘Hurtmold’ de SP surpreendeu com suas inovadoras sonoridades. Foi a vez de um clarone solista tomar conta da cena. Macaco Bong como sempre detonou e agradou a ‘turmada’ toda. No domingo a nossa banda predileta ‘Vanguart’ mostrou 03 novas músicas que estão em fase de gravação do CD n.º 02. A platéia reagiu bem ante a notícia sonora. Originais timbres e harmonias quentes chegaram aos ouvidos dos fãs. Todos os músicos dos grupos que se apresentaram demonstravam muita concentração na performance. Havia também mostras de poesia e artes plásticas. Versos sedutores como os do violeiro André Balbino chamavam atenção. O comércio de roupas no bom estilo ‘chapchura’ fazia a curiosidade do mulherio. Talvez tenham faltado mais cadeiras pro povo sentar. Ainda que houvesse um tímido número delas no local. Na assistência poetas, escritores, jornalistas, estudantes, músicos, intelectuais em geral. Já vibrei com o Festival Calango no campus da UFMT, no bairro do Porto e agora no Centro de Eventos do Pantanal. Pelo volume de livros captados junto ao ingresso da platéia e sua oscilação de uma noite para outra. Não sei bem se o local é o mais adequado. Acho que os freqüentadores deveriam ser consultados. O Centro de Eventos tá longe do centro da cidade. O povo do rock tem que pegar muito ônibus. A CUFA – Central Única das Favelas poderia elaborar um estudo sobre o tema. Enfim, não vi grande entusiasmo dos presentes. O festival ficou meio “muralhado” lá no Centro de Eventos. Sabe aquele lance de muita parede? Daí que a situação foi um tanto quanto morna na platéia. Mas, viva o seu, o meu, o nosso Calango Rock Festival! *Ney Arruda é professor universitário, doutorando pela Universidad de Burgos (Espanha) e violinista cuiabano, ([email protected])

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL