Documentário denuncia impactos do agronegócio em Mirrasol
A situação de um assentamento e o conflito entre os interesses da agricultura familiar e o agronegócio são os temas do documentário Biocombustíveis: energia não mata a fome, lançado em Mirassol DOeste, a 290km de Cuiabá. Realizado pela ActionAid Brasil, com apoio da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional Fase de Mato Grosso e a Associação Regional de Produtores Agroecológicos (Arpa), o filme é composto por alguns depoimentos curtos de moradores do assentamento. Como as pessoas podem se preocupar com combustível, com o etanol para os carros e não se preocupar com os alimentos? Quem vive sem alimentação?, indaga Miraci Pereira Silva, moradora do assentamento Roseli Nunes, no começo do documentário. Esta pergunta permeia todo o vídeo, que retrata os impactos que as monoculturas no caso, a cana-de-açúcar têm sobre a vida dos pequenos agricultores. Nério Gomes de Souza (PT), vereador do município de Mirassol e morador de Roseli Nunes, afirma que o assentamento está em perigo tanto pelas monoculturas de cana e soja, quanto suspeita de presença de ouro e fosfato nos solos da região, cobiçados pela mineradora Bemisa, que prevê o inicio das extrações para 2016. É importante conhecer esses perigos para que possamos estar bem informados e preparados para nos defender contra tantas ameaças, explicou Nério. A Action Aid é uma organização global que luta para promover direitos humanos e superar a pobreza. Seu trabalho atinge cerca de 15 milhões de pessoas em 45 países. No Brasil, a ONG está desde 1999, e já atua com 25 organizações parceiras em 13 estados.