Um moço e um velho... Juntos vão seguindo Pela estrada da vida... andando, andando Moço, cabelos pretos, vai sorrindo Velho, cabelos brancos, vai pensando Talvez o velho a voz do nada ouvindo Talvez o moço em sonhos delirando Que haverá no momento que está vindo E o relógio do mundo trabalhando Futuro só se vê quando é o passado Porque as ondas se quebram no arrecife? Veio a vida da aurora do pecado Moço, o teu Sol um dia há de tombar, Só fugirás dos braços da velhice, Se a morte, antes do tempo, te levar. Podemos citar Otávio Cunha Cavalcanti como um dos grandes nomes do Romantismo. Ocupou a cadeira nº 30 da AML. Nome importante também do Parnasianismo regional. Foi considerado por Rubens de Mendonça como sendo o Olavo Bilac mato-grossense Do livro Da Linguagem Cuiabana de Pedro Rocha Jucá, acadêmico, cadeira nº 22. (Editora Defanti, 2008, pág 168)