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Cuiabá MT, Sábado, 06 de Junho de 2026

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Sábado, 06 de Junho de 2026, 09h:24

TELEVISÃO

Caso Henry: Globo e Record disputam entrevista com Monique Medeiros após perdão judicial

Produtores do Fantástico e do Domingo Espetacular tentam conversa com mãe do menino assassinado

GABRIEL VAQUER
Da Folhapress – Aracaju
Monique Medeiros, que foi perdoada judicialmente pela morte do filho, Henry Borel

 O perdão judicial a Monique Medeiros causou uma disputa entre Globo e Record. Produtores do Fantástico e do Domingo Espetacular abordaram a defesa da ex-servidora pública para tentarem uma entrevista com ela após o julgamento, finalizado na quinta (4).
Monique foi perdoada da cusação de ser responsável pela morte de seu filho, Henry Borel, 4, em 2021. Ao justificar sua decisão, a juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que ela foi alvo de uma reação social "desproporcional e desmesurada", marcada por preconceitos de gênero.
A coluna apurou que o apresentador Roberto Cabrini abordou Medeiros para uma conversa na revista eletrônica da Record. A Globo também tenta falar com Monique para uma reportagem sobre o caso.
Até o momento, ela não aceitou nenhuma das duas. Procurada por mensagem de WhatsApp, a defesa de Monique disse que recebeu a decisão do perdão judicial com respeito e destacou que o julgamento foi pautado pelas provas produzidas durante a instrução processual.
Enquanto esteve presa, a ex-ré chegou a dar entrevistas à Record sobre o processo. A última delas aconteceu em 2025, quando ainda estava presa preventivamente à espera de julgamento. A TV de Edir Macedo confia nessa preferência de Monique para passar à frente da Globo.
O perdão foi concedido após os jurados concluírem que não houve intenção, por parte de Monique, no homicídio. Como o Tribunal do Júri tem competência apenas para julgar crimes dolosos (intencionais) contra a vida, a desclassificação da acusação para homicídio culposo retirou o caso de sua apreciação.
Com isso, a decisão sobre a responsabilidade de Monique passou à juíza. A magistrada afirmou que a acusada foi vítima de uma cultura patriarcal que exige da mulher a figura da "mãe perfeita". A fala causou revolta nas redes sociais.
Já Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, então companheiro de Monique à época, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte da criança.


Edição edição 16957




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