Me chamarão subversivo. E lhes direi: eu sou. Por meu povo em luta, vivo. Com meu povo em marcha, vou. Tenho fé de guerrilheiro E amor de revolução. E entre Evangelho e canção Sofro e digo o que quero. Se escandalizo, primeiro Queimei o próprio coração Ao fogo desta Paixão, Cruz de Seu mesmo Madeiro. Incito á subversão Contra o poder e o dinheiro. Quero subverter a lei Que perverte ao Povo em grei E ao governo em carniceiro. (Meu pastor se fez cordeiro. Servidor se fez meu Rei.) Creio na Internacional Das frontes alevantadas, Da voz de igual a igual E das mãos enlaçadas... E chamo a ordem de mal, E o progresso de mentira. Tenho menos paz que ira. Tenho mais amor que paz. ...Creio na foice e no feixe destas espigas caídas: uma Morte e tantas vidas! Creio nesta foice que avança - sob este sol sem disfarce e na comum esperança tão encurvada e tenaz