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Cuiabá MT, Sábado, 20 de Junho de 2026

ILUSTRADO
Sexta-feira, 27 de Março de 2009, 20h:09

FAGNER

A voz inconfundível

Grande ídolo da MPB, cantor de origem nordestina, se apresenta hoje à noite em Cuiabá num show que promete emocionar

Neste sábado o músico, cantor, compositor e produtor, Raimundo Fagner, vai cantar e encantar o público com seus grandes sucessos no Centro de Eventos Pantanal. Ele deve ser reconhecido também como agitador cultural e grande divulgador da música, assim como da cultura cearense. Fagner, que se define como incomodante, não mede palavras quando o quesito é criticar. É cearense de Orós e iniciou sua carreira em 1971, quando estudante de Arquitetura na Universidade de Brasília. Inscreveu três músicas no Festival de Música Jovem, promovido pelo centro estudantil daquela universidade: 1o lugar com Mucuripe (Fagner – Belchior), 6o lugar com Manera fru-fru manera (Fagner – Ricardo Bezerra), prêmio especial do júri com Cavalo Ferro, (Fagner – Ricardo Bezerra, Melhor Intérprete e Melhor Arranjo). Foi lançado no meio artístico por Elis Regina que gravou Mucuripe e Noves Fora (ambas de Fagner e Belchior) – Mucuripe seria, posteriormente, gravada por Roberto Carlos. No seu primeiro disco, Manera fru-fru manera, de 1973, musicou e gravou Canteiros (baseado no poema “A marcha”, de Cecilia Meireles), sucesso imediato em todo o Brasil. Fagner também musicou poesias da portuguesa Florbela Espanca. A crítica musical de São Paulo escolheu-o como o Cantor do Ano de 1975. A partir de 1973 sucederam-se discos de ouro e de platina. O disco Romance no Deserto, de 1987, alcançou 1 milhão de cópias vendidas. Grandes nomes da música brasileira como Luiz Gonzaga, Orlando Silva, Nelson Gonçalves foram referências em sua carreira. Com Luiz Gonzaga gravou dois discos – Gonzagão e Fagner, em 1984 e Gonzagão e Fagner 2, em 1988. Em 1981, produziu e gravou na Espanha o disco Traduzir-se – dedicado a Glauber Rocha – com poemas de Ferreira Gullar, Florbela Espanca, Garcia Lorca e Rafael Alberti. O disco teve a participação de famosos intérpretes da música latina: Mercedes Sosa, Manzanita, Joan Manoel Serrat e Camarón de La Isla. Ainda na Espanha, produziu o disco Homenagem a Picasso, com poemas do reconhecido poeta espanhol Rafael Alberti dedicados ao famoso pintor. As melodias foram compostas por Paco de Lucia, Ricardo Pachón e Fagner. Paco, no violão e Alberti, declamando os poemas, participaram do disco, lançado em 1982. Para o disco em homenagem a Federico Garcia Lorca, lançado mundialmente em 1986, Fagner musicou e cantou o poema Aurora, traduzido por Chico Buarque. Para comemorar 25 anos de carreira, gravou em 1998 o CD duplo Amigos e Canções, com participações de Angela Maria, Chico Buarque, Djavan, Emilio Santiago, Fábio Jr, Fafá de Belém, Ivan Lins, Joanna, Luiz Melodia, Milton Nascimento, Nana Caymmi, Ney Matogrosso e Zezé de Camargo & Luciano. Em 2000 foi gravado, no Centro Dragão do Mar, em Fortaleza, o CD duplo “Ao Vivo” com todos os grandes sucessos da carreira, cujo DVD foi lançado em setembro de 2008. O CD do projeto “Raimundo Fagner & Zeca Baleiro” foi lançado em CD e DVD em 2003. Em todas as apresentações de Fagner são obrigatórios os grandes sucessos de sua carreira, como Canteiros, Fanatismo, Mucuripe, Revelação, Jura Secreta, Noturno, Deslizes, Borbulhas de amor, etc., e as nordestinas Asa branca, Riacho do Navio, ABC do Sertão, São João na Roça, Pedras que Cantam etc.

Edição EDIÇÃO 16966




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