ESPORTES
Segunda-feira, 07 de Outubro de 2013, 20h:03
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FIFA
Vistorias servem para acelerar arenas
Junto com os ex-jogadores Ronaldo e Bebeto, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, não quis polemizar na visita a Porto Alegre
Pressão. As visitas que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, fará esta semana às cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014 serão marcadas por esta palavra. A vistoria está sendo feita na companhia dos ex-jogadores Ronaldo e Bebeto, além do ministro dos Esportes, Aldo Rebelo. Hoje eles estarão em Cuiabá. "[Um dos motivos das visitas] É colocar uma pressão, mostrar que estamos acompanhando o projeto e que não estamos sentados em Zurique. É o projeto mais importante da Fifa, acontece a cada quatro anos e estamos trabalhando com o Brasil nisso desde 2007", disse Valcke durante visita às obras do estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Ele afirmou ainda que a proximidade do evento com as eleições é uma preocupação dos políticos, e que o legado não é uma responsabilidade da Fifa. "Trabalhamos juntos há seis anos com o Brasil nesse projeto que é o mais importante para a Fifa, e voltaremos", afirmou, dizendo-se mais preocupado com as obras internas do estádio e dos arredores, do que com as de mobilidade, logo após o vice-prefeito da cidade, Sebastião Melo, reconhecer que muitas não ficarão prontas. "O importante para a Fifa é o acesso fácil ao estádio, para que as pessoas possam acessar facilmente do aeroporto. Não vou ficar ligando para o prefeito para saber em que pé está a obra, vou deixá-los tranquilos. Uma coisa é a Copa, a outra é o legado, que não é de responsabilidade da Fifa", acrescentou. Sobre a possibilidade de manifestações e proximidade com as eleições no ano que vem, Valcke disse que essa "preocupação é maior é dos candidatos, porque todos vão estar com as atenções voltadas à Copa, que vai ser imperdível, mas tenho certeza vamos ter apoio do Brasil", disse referindo-se a segurança dos estádios. Ao responder uma pergunta sobre uma ação movida pelo Ministério Público, Valcke disse que ações judiciais não devem ser comentadas quando estão em tramitação. "Estou informado disso. Só acho estranho o timing, uma vez que assinamos o contrato há seis anos". O francês foi questionado sobre a declaração, feita em 2012, de que o Brasil precisava de um "chute no traseiro". Afirmou que o episódio foi "muito tempo atrás". Naquela época, Aldo Rebelo afirmou que não negociaria mais com a Fifa se o representante fosse Valcke. Indagado sobre uma eventual preocupação com protestos e o clima político no próximo ano, quando o Brasil terá eleições em outubro, o dirigente da Fifa afirmou que a população estará mais interessada na Copa do que na campanha eleitoral. "O Brasil mostrou ter um grande time na Copa das Confederações e estou certo de que haverá um grande apoio. A Copa foi no Brasil pela última vez em 1950, não acontece toda hora".