ESPORTES
Quarta-feira, 11 de Julho de 2007, 19h:59
A
A
Ventania faz estragos em estádio de beisebol
VALÉRIA ZUKERAN
Da Agência Estado Rio
Uma forte rajada de vento destruiu parte da cobertura das arquibancadas e dos portões do Complexo da Cidade do Rock, na Barra, onde serão realizadas as disputas de beisebol e de softbol. Por volta das 9h30 da manhã de ontem, a ventania atingiu o local rasgando toda a cobertura de lona das arquibancadas, vários banners do Pan e derrubando parte dos portões de isolamento para a Avenida das Américas. "Só sei que, de repente, veio uma nuvem de poeira e não dava para ver nada", disse uma voluntária, que não quis se identificar. O treinamento dos voluntários previsto para a manhã foi adiado e um jogo amistoso entre Brasil e Venezuela chegou a ser desmarcado. Também foi cogitado adiantar a checagem de segurança prevista para hoje, com o objetivo de não deixar as instalações fechadas por dois dias, prejudicando as delegações que estréiam sábado. À tarde, no entanto, o campo foi liberado e, para não perder a oportunidade de dar ritmo de jogo ao time, a seleção brasileira resolveu realizar um jogo-treino contra os venezuelanos. Há dias que o Brasil esperava a presença de outra delegação para dar mais dinâmica ao trabalho. Assim, a inspeção de segurança ficou para outro dia. O chefe de equipe do beisebol do Brasil, Ricardo Igushi, relata que o time tem passado por muitas dificuldades desde que chegou à Vila Pan-Americana. "Uma delas foi que as equipes de Cuba e da Venezuela tinham combinado de chegar nos primeiros dias do mês ao Brasil e não vieram. Acho que a de Cuba foi avisada pelo cubano responsável pela manutenção do campo que algumas coisas não estavam prontas aqui e adiaram a viagem. Este tipo de esperteza da parte deles é comum." Outra dificuldade, segundo ele, é marcar os treinamentos, já que sempre é informado dos impedimentos por conta de obras e procedimentos de segurança em cima da hora. "Está difícil organizar nosso cronograma de trabalho desta maneira." O técnico Mitsuyoshi Sato está tentando fazer alguns ajustes para melhorar as condições de jogo no campo principal. "Uma das coisas que pedi foi para que pintassem as paredes brancas em volta do campo de verde, para que os jogadores possam visualizar melhor a bola durante a partida. Do jeito que está fica um pouco difícil de jogar", explica. Mesmo sem estes reparos, Sato afirma que é possível jogar na Cidade de Rock. "As delegações que reclamaram das condições do campo há alguns meses estão sendo injustas. Participamos de várias competições internacionais nestes países nas quais o campo estava um verdadeiro pasto", desabafa.