SÍLVIO BARSETTI
Da Agência Estado - Johannesburgo, África do Sul
Bolas levantadas sobre a área para o embate entre zagueiros e atacantes, forte marcação na saída do adversário, passes longos para surpreender nos contra-ataques. Enfim, o segundo coletivo de Dunga na África do Sul, ontem, não saiu da mesmice e repetiu o da véspera. Talvez por isso o resultado tenha sido igual: 0 a 0 mais uma vez, num treino entre titulares e reservas. A bola é ruim, o gramado do Randburg High School, em Johannesburgo, é pior ainda e o ataque da seleção, inoperante, pelo menos foi o que demonstrou nos dois primeiros coletivos dessa fase final de preparação visando à Copa do Mundo. Se houve algum destaque, com alguma boa vontade, ele atende pelo nome de Thiago Silva, zagueiro reserva que conseguia vencer quase todas as disputas de bola com Luís Fabiano e Robinho. O treino, burocrático, foi interrompido pelo técnico Dunga várias vezes para que ensaiasse jogadas a partir de faltas e escanteios. Durou 40 minutos e não acrescentou muita coisa. Resquícios de criatividade só mesmo do lado de fora do campo, numa parte coberta da arquibancada. Lá estava um senhor de cabelos grisalhos e muito bem agasalhado que se consagrou no futebol com o nome de Tostão, campeão do mundo em 1970.