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ESPORTES
Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2015, 21h:21

MUITO CARO

Santos faz consulta por zagueiro Manoel

Apesar de manter o interesse pelo defensor, diretoria reclama que valor pedido pelo Cruzeiro é muito alto e tenta baixar o preço

Em busca de um zagueiro experiente para 2016, o Santos fez uma consulta ao Cruzeiro por Manoel, mas recuou após saber que o clube mineiro não tem interesse em liberar o jogador. A não ser por uma "proposta irrecusável". Com a saída de Werley e a grave lesão muscular de David Braz, o Peixe pode começar o Campeonato Paulista com apenas três opções para a zaga - Gustavo Henrique, Paulo Ricardo e Leonardo. Com dificuldades no mercado após não evoluir as negociações com Gum, Pedro Geromel e Alan Costa, o clube estuda promover o jovem Lucas Verissimo ao profissional e reintegrar Jubal, que retorna de empréstimo ao Avaí. A Raposa liberou Paulo André para o Atlético-PR, em troca do atacante Douglas Coutinho, e conta com Manoel para a defesa. O estafe do zagueiro garante que o atleta de 25 anos só deixaria o clube mineiro para o futebol europeu. Revelado pelo Atlético-PR e desde 2013 no Cruzeiro, Manoel fez 48 partidas na temporada, com um gol marcado. O zagueiro terminou o ano como titular sob o comando do técnico Mano Menezes. Sem chance - Um dos maiores ídolos da história do Santos está sem clube e ainda não decidiu se pretende seguir no futebol internacional ou retornar ao Brasil na próxima temporada. Enquanto Robinho, aos 31 anos, decide seu futuro no futebol após passar seis meses no Guangzhou Evergrande, da China, o Peixe se esforça para manter a contenção financeira implementada na gestão de Modesto Roma Júnior: não pagará mais de R$ 200 mil mensais ao Rei do Drible, que no último contrato com o Santos, encerrado em junho de 2015, recebia pouco mais de três vezes esse montante. “Você sabe que nessa estação do ano a gente tem sonhos de uma noite de verão, mas o Santos não tem condição de pagar o salário do Robinho. Ponto”, resumiu Modesto, em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira, na Vila Belmiro. O teto financeiro implantado pelo Santos, e que nem jogadores como Ricardo Oliveira, Lucas Lima e Gabigol ultrapassam atualmente é ocasionado pela crise financeira que o clube vive desde 2014. Depois de perder quatro jogadores via processo na Justiça e mais 14 em razão dos três meses de salários atrasados, o clube colocou as dívidas em dia e passou a conter os gastos. A previsão agora é mais otimista para 2016. Além de poder usufruir dos recursos dos direitos de televisão - algo que não ocorreu em 2015 em razão do adiantamento da cota pela gestão anterior -, o Santos já fechou com um patrocinador para o ombro da camisa e agora trabalha em busca de um apoio máster, no espaço nobre do uniforme. Sem esta marca desde janeiro de 2013, Modesto e a diretoria têm um nome responsável pelas negociações. E a busca do fim do sufoco financeiro parece próxima da Vila Belmiro. “O Edu Rezende (gerente de marketing do Santos) disse que está trabalhando dia e noite atrás do patrocínio máster. Ele está com mais hora de voo do que urubu, indo atrás desse patrocínio máster”, citou o presidente do Santos.

Edição EDIÇÃO 16963




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