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ESPORTES
Sexta-feira, 15 de Abril de 2011, 20h:31

COPA AMÉRICA

Ronaldo apresenta bola oficial

Depois do fracasso da seleção comandada por Diego Maradona na Copa do Mundo de 2010 (eliminada nas quartas de final), a Argentina se prepara para ser anfitriã da próxima Copa América e sonha em terminar com 18 anos de jejum em títulos internacionais. A expectativa é grande. Ontem, na apresentação da bola oficial do torneio, o ex-técnico da seleção argentina Alfio Basile, campeão da Copa América em 1991 e 1993, assegurou que “ser local terá um peso muito importante, a torcida é o jogador número 12”. Mas ainda existem dúvidas e desconfianças em relação à equipe comandada por Sérgio Batista. Muitos argentinos se perguntam se o sucessor de Maradona optará pelos veteranos, como Zanetti, ou vai preferir novos jogadores — Messi tem presença mais do que garantida. Nem mesmo Basile se atreveu a antecipar a estratégia local. “Ele (Batista) ainda deve nos explicar o que vai fazer”, alfinetou Basile convidado do evento ao lado de Ronaldo. Ambos concordaram em referir-se a Messi como o melhor do mundo. Perguntado sobre as novas promessas do futebol brasileiro, Ronaldo mencionou Neymar (segundo ele muito parecido a Messi), Ganso, Alexandre Pato e Tiago Silva. Com o campo de jogo do Estádio Único, da cidade de La Plata, capital da província de Buenos Aires, como cenário, Basile, Ronaldo, o presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona, entre outros, mostraram-se entusiasmados com a realização de um campeonato que reunirá 12 seleções e 256 jogadores. O ex-craque brasileiro, disse que assistirá alguns jogos e deu palpite para a final: “Brasil e Argentina”, assegurou Ronaldo, bicampeão em 1997 e 1999. Ainda restam detalhes a serem resolvidos. Um dos mais comentados é o gramado do estádio Único, onde será a estreia do Brasil, no próximo dia 3 de julho, contra a Venezuela. La Plata, a 50 quilômetros de Buenos Aires, será uma das sedes mais importantes. O estádio Único, que demorou mais de 15 anos para ser construído, impressiona os visitantes pela modernidade arquitetônica. A primeira impressão é boa. Porém, alguns aspectos chamam a atenção, sobretudo por irem na contramão de tendências mundiais. Ao contrário das arenas do primeiro mundo, como as da Inglaterra, ainda podem ser vistas grades, arames farpados e um fosso com água que separa a torcida do campo. Talvez a violência nos estádios argentinos, que nos últimos 60 anos matou mais de 250 pessoas, explique a decisão. A logística do principal estádio é outro aspecto complicado. Na porta não passam ônibus, metrô ou trem. É necessário caminhar cerca de 30 quarteirões para conseguir um transporte público. O mascote do campeonato também foi apresentado. Não ficou muito claro se é um avestruz ou de um ñandú, ave típica do país. Jornalistas tiveram de perguntar diretamente ao mascote qual era sua espécie. A resposta foi avestruz, mas outras fontes que estavam presentes garantiram que era um ñandú. Seja como for, o mascote ainda não despertou simpatia entre o público, que continua lembrando de personagens históricos como o gauchito, símbolo da Copa do Mundo de 1978, realizada durante a ditadura militar (1976-1983). Inspirada na cultural nacional, a bola oficial, intitulada Total 90 Tracer Doma, segundo os organizadores, “remete às raízes dos pampas, com elementos de insígnia como as esporas e os estribos. Ela presta homenagem aos costumes argentinos (o mate, o poncho, os gaúchos) que os identifica no mundo todo”.

Edição EDIÇÃO 16967




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