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Sexta-feira, 09 de Abril de 2010, 21h:07

SÃO PAULO

Ricardo Gomes não teme ataque santista

O treinador do São Paulo garantiu estar tranquilo para a partida contra o Santos amanhã e garante que sairá vencedor

MARCIUS AZEVEDO
Da Agência Estado – São Paulo
Nem parece que amanhã terá um jogo tão importante. Ricardo Gomes está tranquilo, não demonstra qualquer traço de nervosismo. Pelo contrário. O bom humor foi sua marca registrada na última entrevista que concedeu antes de enfrentar o Santos, no Morumbi, no primeiro jogo da semifinal do Paulistão. O treinador não fugiu de nenhuma pergunta. Respondeu todos com o sorriso nos lábios. Até aproveitou para brincar. "Até agachado ele é alto", disse ao ver o zagueiro Alex Silva passar à frente das câmeras de TV. Pirulito, apelido que recebeu nos companheiros, tem 1,92m de altura. A descontração continuou quando Marlos fez o mesmo. "Este aí é mais rápido. Está muito rápido ultimamente, né?", brincou, ao falar sobre o jogador que é um dos responsáveis pela aparente tranquilidade do treinador. Depois que ele colocou o meia-atacante como titular, o São Paulo foi outro time. Ricardo Gomes fez mais um comentário engraçado ao ouvir o celular de um cinegrafista tocar com uma música agitada. O técnico parou de responder e disputou: "Espetáculo isso aí." Ele também não perdeu a chance de responder aos críticos, que cobravam um melhor futebol do São Paulo. "Tudo isso fazia parte do planejamento. Eu sabia que o time iria crescer em um momento importante." E se diz tranquilo para enfrentar o primeiro mata-mata pelo São Paulo. No ano passado, quando chegou para substituir Muricy Ramalho, o São Paulo já havia sido eliminado da Libertadores e não disputou a Copa Sul-Americana, só o Brasileiro. O treinador lembra que já passou por isso quando trabalhou no Juventude e também na França, ao dirigir PSG, Bordeaux e Monaco. Mas alerta: "Não tem essa de experiência no mata-mata. Sempre tem uma parte de sorte importante. De repente, você joga muito bem e o cara acha um gol no contra-ataque. No mata-mata, se arrisca muito mais, não tem uma lógica". HISTÓRICO NEGATIVO - O desempenho recente em mata-matas, porém, não é animador. O São Paulo perdeu os últimos três confrontos de semifinal do Paulistão. Foi eliminado por São Caetano (2007), Palmeiras (2008) e Corinthians (2009), todos com Muricy no banco"Esse tabu é bom. Não teve sucesso em mata-mata, mas ganhou três brasileiros por pontos corridos. A conta fecha", disse Ricardo Gomes, que manteve um tom descontraído até o final. Ao ser questionado se Ganso deveria ir à Copa, ele respondeu: "Digo que sim e aí vocês pegam o que eu disse e transformaram em uma manchete. É bom jogador e está na briga para ir. Mas quem decide é o Dunga." O CULPADO - Para tentar ganhar o primeiro clássico no ano, o São Paulo vai escalar o que tem de melhor amanhã, no Morumbi, contra o Santos. Mas os compromissos pela Libertadores, que, segundo os tricolores, influenciaram nas derrotas para Palmeiras, Corinthians e o próprio Santos, podem obrigar Ricardo Gomes a pôr em campo um time reserva em uma eventual passagem às finais do Campeonato Paulista. "O São Paulo foi o único que teve clássicos antes de cada jogo pela Libertadores, que é a nossa prioridade. Isto explica (as derrotas), mas agora é decisivo", lembra o treinador. O São Paulo chega cansado para o jogo de ida das semifinais do Estadual, após quatro confrontos importantes em 11 dias; um clássico (derrota para o Corinthians), uma viagem ao México (empate com o Monterrey, pela Libertadores) e a reta final do Estadual (vitórias sobre Botafogo e Santo André). Tudo isso poupando minimamente o elenco. "Apesar do problemas de datas, temos um elenco que pode responder", diz Ricardo Gomes, que considera a hipótese de usar um time misto se passar pelo Santos. "A final (do Paulista) coincidirá com jogos importantes pela Libertadores. Poderá ter uma surpresa se a gente passar."

Edição EDIÇÃO 16962




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