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Terça-feira, 04 de Novembro de 2008, 20h:13

SUL-AMERICANA

Reservas do Palmeiras desafiam pressão

A equipe paulista precisa vencer o jogo para continuar na competição. Luxemburgo acredita que seus reservas vão conseguir o resultado

JULIANO COSTA
Da Agência Estado – São Paulo
Pressão no aeroporto, tumulto na chegada ao hotel, pedras no ônibus da equipe e muita, muita violência dos adversários dentro de campo. Pode parecer um pouco de exagero, mas é para isso que o Palmeiras está preparado. Há um grande temor de que a briga no final do jogo de ida com o Argentinos Juniors, no Palestra Itália, repita-se hoje no estádio Diego Armando Maradona, em Buenos Aires. A disputa em campo por uma vaga na semifinal da Sul-Americana fica em segundo plano. "Não será um reencontro amigável", prevê o atacante Denilson, que ouviu do zagueiro Escudero que ele "acabaria com sua carreira" no jogo da Argentina. "Não é a postura correta de um jogador profissional. Mas em campo se fala muita coisa. Tomara que tenha sido só da boca pra fora." Denilson é o camisa 10 de um elenco desfigurado. Só 14 jogadores foram para a Argentina: 11 reservas e mais Martinez (que está voltando de lesão e precisa pegar ritmo de jogo), Kléber e Sandro Silva (suspensos no Brasileirão, não enfrentam o Grêmio no domingo). Nem Vanderlei Luxemburgo viajou. Ficou em São Paulo, com os titulares, focando a "decisão" com o Grêmio, no Palestra Itália. O time será comandado na Argentina pelo auxiliar dele, Nei Pandolfo, ex-zagueiro do Bragantino nos anos 90. "Colocar os reservas é uma opção, mas a responsabilidade de vitória é a mesma", diz Denilson. "E sobre a ida ou não do Vanderlei, é opção dele, temos que respeitar." Luxemburgo não esconde de ninguém sua insatisfação com a Sul-Americana - acha que o torneio deveria ser disputado no primeiro semestre, paralelamente à Libertadores. VITÓRIA SIMPLES - A estratégia, segundo Denilson, deve ser a de esperar a equipe adversária vir pra cima. Com a bola. "Vamos jogar fechados, procurando o contra-ataque." E se vierem pra cima no braço, todos estão preparados. "Somos homens. Eles levam vantagem na catimba, mas na técnica nós somos melhores. E nós teremos o reforço do Kléber, que é capaz de segurar uns três ou quatro deles", diz Denilson, brincando com a fama de durão do "Gladiador". O Palmeiras perdeu o primeiro jogo por 1 a 0 e precisa de uma vitória por qualquer placar para se classificar, no saldo ou nos gols fora de casa. A única exceção é a vitória por 1 a 0, que levaria à decisão por pênaltis. ARGENTINOS JUNIORS Torrico; Scotti, Caruzzo, Sabia e Escudero; Bogado, Néstor Ortigoza, Juan Mercier e Recalde; Gabriel Hauche e Nicolás Pavlovich. Técnico: Néstor Gorosito. PALMEIRAS Bruno; Paulo Miranda, Maurício e Martinez; Fabinho Capixaba, Sandro Silva, Léo Lima, Denilson e Jefferson; Kléber e Thiago Cunha. Técnico: Nei Pandolfo (auxiliar). Árbitro - Carlos Amarilla (PAR). Horário - 20h50. Local - Estádio Diego Armando Maradona, em Buenos Aires (ARG).

Edição EDIÇÃO 16962




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