ESPORTES
Quinta-feira, 10 de Junho de 2010, 22h:28
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Refugiados africanos confiantes
BRUNO BOGHOSSIAN
Da Agência Estado Rio
Depois de terem abandonado países mergulhados em conflitos, os cerca de 2.700 refugiados africanos que vivem no Brasil poderão se sentir um pouco mais perto de casa durante a Copa do Mundo. Hoje, parte deles vai se reunir no Rio de Janeiro para comemorar o início do evento esportivo mais importante da história do continente. Para a partida de estreia da competição, entre África do Sul e México, angolanos, congoleses e liberianos que vivem na capital fluminense prometem torcer pelos anfitriões da competição - mostrando que, entre eles, não existe a rivalidade regional no futebol, como entre brasileiros e argentinos. Um telão foi montado na sede da Cáritas Arquidiocesana do Rio, no bairro do Maracanã, zona norte da cidade, especialmente para o evento. "Como as seleções deles não estão na Copa, todos vão torcer pelos países da África: Gana, Camarões, Costa do Marfim, Nigéria, Argélia e África do Sul", contou a coordenadora do projeto de atendimento a refugiados da Cáritas, Heloísa Santos. Os africanos representam quase 65% dos 4.200 refugiados que moram no Brasil, segundo dados do Comitê Nacional para Refugiados. O evento desta sexta, organizado em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil, é parte das comemorações do Dia Mundial do Refugiado, que acontece no dia 20 de junho. A celebração foi antecipada para não concorrer com a partida entre Brasil e Costa do Marfim, marcada para a mesma data.