ESPORTES
Quinta-feira, 02 de Maio de 2013, 21h:26
A
A
CORINTHIANS
Médico minimiza a lesão de Danilo
Durante a derrota do Corinthians por 1 a 0 para o Boca Juniors na quarta-feira, na Argentina, o meia Danilo foi substituído pelo técnico Tite por conta de um desconforto nas duas panturrilhas. No entanto, o meia pode estar em campo no jogo de domingo contra o São Paulo, pela semifinal do Campeonato Paulista. No desembarque do clube alvinegro, na noite de ontem, no Aeroporto de Guarulhos, o médico do clube paulista, Julio Stancati, se demonstrou otimista sobre a presença do jogador no clássico. "O Danilo sentiu um desconforto, mas no voo ele já não teve nada. Não deve ser problema", afirmou o médico do Corinthians, Julio Stancati. O meia corintiano deixou o gramado no segundo tempo de jogo e foi substituído por Jorge Henrique. De acordo com a comissão técnica do clube paulista, a medida foi adotada para preservar o atleta e evitar que a lesão se agravasse. Apesar do otimismo dos médicos, o atleta afirma que ainda sente dores. Ainda estou com muitas dores, tá doendo bastante. Mas ainda temos dois dias e vou tratar. Acho que dá para jogar", disse Danilo. Histórico ruim - O Corinthians tem como missão no próximo dia 15 reverter a vantagem do Boca Juniors para seguir na briga pelo seu segundo título da Copa Libertadores, mas o retrospecto do time alvinegro em situações semelhantes mostra que apesar de magra, a vitória dos argentinos por 1 a 0 pode ser suficiente. A equipe brasileira se viu em desvantagem após o jogo de ida em uma eliminatória continental 11 vezes e conseguiu se classificar em apenas duas, um aproveitamento de 18,1%. As duas únicas vezes que fez valer o segundo jogo foi na Libertadores de 2000, nas oitavas de final contra o Rosário Central. Na ida, derrota por 3 a 2 na Argentina. No Brasil, o Corinthians devolveu o placar e só se classificou nos pênaltis por 4 a 3. Já em 2001, nas quartas de final da Mercosul, a Universidad Católica venceu por 2 a 1 no Chile, mas perdeu por 2 a 0 em São Paulo e foi eliminada pelo time brasileiro. Nas outras dez situações semelhantes, apenas eliminações, como em 1991 contra o próprio Boca. Na Argentina, derrota por 3 a 1 e empate em casa por 1 a 1. Ou em 1999, quando perdeu para o Palmeiras no jogo de das quartas de final por 2 a 0, devolveu o placar na volta, mas caiu nos pênaltis. Em 2010, a situação contra o Flamengo era semelhantes. O time carioca venceu no Rio de Janeiro por 1 a 0 e em São Paulo deu Corinthians por 2 a 1, mas a eliminação aconteceu pelo gol marcado fora de casa pelo rival. Por outro lado, o Corinthians tem um ótimo retrospecto como mandante. O time não perde em casa desde a derrota para o River Plate em 2006, com 13 vitórias e dois empates. Para avançar para as quartas de final, o Corinthians tem que vencer por dois ou mais gols de diferença. Um novo 1 a 0 leva a decisão para os pênaltis, enquanto qualquer outra vitória por um gol de diferença classifica o Boca, que também joga pelo empate. Claro que não queríamos perder, mas é plenamente reversível o resultado. Quem vê o Corinthians lá e sente o Corinthians lá sente a mesma coisa aqui. Dentro de casa ela [torcida] cria essa atmosfera, esse envolvimento, esse plus a mais na relação, disse Tite após a derrota da última quarta-feira.