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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010, 01h:17

PALMEIRAS

Love deve ficar de fora da estreia

DANIEL AKSTEIN BATISTA e MARCIUS AZEVEDO
Da Agência Estado - Atibaia
A diretoria do Palmeiras não quer criar um problema maior do que já tem e por isso a recomendação foi dada a Muricy Ramalho: o ideal é deixar Vágner Love de fora da estreia no Campeonato Paulista, sábado, contra o Mogi Mirim, no Palestra Itália. O jogador disse na última terça-feira que a decisão estava nas mãos do treinador. Se Muricy quisesse, ele iria a campo. O presidente Luiz Gonzaga Belluzzo também afirmou que o técnico seria o dono da escolha e avisou que a diretoria não iria interferir na decisão. Nesta quarta, porém, o discurso mudou. Toninho Cecílio, gerente de futebol, foi enfático: "O mais adequado é ele (Love) aguardar o desfecho da negociação. A tendência é que ele não seja relacionado". Os cartolas sabem que a relação do atacante com a torcida está desgastada. Colocá-lo no Palestra, nem que seja no banco de reserva, pode criar um clima ruim. A Mancha Alviverde promete protestos caso Love esteja em campo. E ninguém quer problemas no jogo que marcará o reencontro do time com a torcida após um péssimo final de temporada. Love só será relacionado para alguma partida do Palmeiras se o CSKA Moscou der uma resposta definitiva sobre a novela. "Eles falam que vão decidir, que vão ligar, mas até agora nada", reclamou Evandro Ferreira, empresário do atacante. "Os russos são muito frios neste sentido. Estamos esperando há dias e ele (Love) está ansioso". SÃO PAULO O contrato com a LG Electronics acaba sexta-feira. O São Paulo negocia com os sul-coreanos para renovar, mas há uma diferença entre os valores pretendidos pelas partes. Assim, o clube tricolor corre o risco de estrear no Campeonato Paulista, neste domingo contra a Portuguesa, com as camisas sem patrocínio. "A chance de isso acontecer existe porque o tempo é curto", admitiu o diretor de marketing do clube, Adalberto Batista. "Mas ainda estou otimista em um acerto. A negociação se torna mais acalorada quando o contrato fica próximo do fim". A diferença para o acordo ser fechado é de R$ 6 milhões. A LG aceita pagar R$ 24 milhões para continuar estampando sua marca nas camisas do São Paulo. O clube quer R$ 30 milhões, um aumento de quase 25% em relação ao atual contrato. Os sul-coreanos pagaram R$ 18,5 milhões para renovar o acordo por um ano no começo de 2009. "É uma diferença razoável", comentou Adalberto. "Mas estamos conversando, vamos ver se fechamos até sexta-feira, assim jogaremos normalmente com o patrocínio na estreia do Paulistão". No ano passado, isso quase aconteceu. A renovação foi fechada em 16 de janeiro, cinco dias antes de o São Paulo entrar em campo para enfrentar o Ituano. O clube tricolor, porém, fez quatro jogos pela Copa São Paulo de Futebol Júnior (contra Ceará, Juventus-AC, Rio Claro e Juventus-SP) com ‘camisas limpas’. Caso o acordo não seja fechado com a LG, o São Paulo, ao menos, não jogará totalmente sem patrocínio no domingo. A In Plane Switching estará nas mangas. O acordo, selado em junho de 2009 e que valeu R$ 2,5 milhões ao clube, vale até fevereiro.

Edição EDIÇÃO 16967




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