Que o sul-africano gosta de festa, todo mundo já percebeu. Pois amanhã, antes de a seleção da casa enfrentar o México, uma nova celebração marcará o início da Copa do Mundo, no imponente Soccer City, em Johannesburgo. A reportagem da Agência Estado acompanhou ontem os últimos ajustes do ensaio que, segundo a Fifa, deve se concretizar cerca de uma hora antes da partida (10 horas de Mato Grosso). E a duração da festa não deve ultrapassar os 30 minutos. Comparar a abertura do Mundial com a da Olimpíada é quase impossível. Em Johannesburgo, não se verá nada parecido com o mostrado em Pequim, há dois anos. Mas nem por isso ela deixará de ser bonita ou emocionante. É uma festa para o mundo, com toques regionais. Como há muito os organizadores da Copa falam, esta não é uma competição apenas do país, e sim do continente - e tudo isso vai ser mostrado amanhã. O evento começa com caças voando sobre o estádio e a esquadrilha da fumaça local, contornando desenhos no céu. Com a explosão de fogos de artifícios, o gramado é invadido por cores, representando as várias etnias africanas e os nove estádios do Mundial. Os seis países africanos da Copa também ganham destaque. Assim como cantores destas regiões, convidados a se apresentar. Crianças e "guerreiros" dançam em campo, numa alegria que contagiou os poucos que assistiram ao ensaio. Já no fim, um pedido de paz e união. Centenas de negros vestidos com roupas brancas. As bandeiras de todos os países que disputaram as Eliminatórias nos últimos anos - e em destaque aqueles que se classificaram. Um mosaico formado por crianças com o símbolo da Copa de 2010 é um dos últimos atos. A África, enfim, está pronta para o pontapé inicial.