Um vento de 63 km/h pode causar o desabamento da cobertura do Engenhão. Essa é uma das principais conclusões do relatório feito pela consultoria alemã SBP (Schlaich Bergermann und Partner), contratada pelo consórcio construtor do estádio para verificar a segurança do local. Informações desse relatório foram divulgadas ontem pelo presidente da Riourbe (Empresa Municipal de Urbanização), Armando Queiroga, e Marcos Vidigal, representante do Consórcio Engenhão, em entrevista coletiva concedida da Prefeitura do Rio. Foi o relatório da SBP que motivou a decisão do prefeito Eduardo Paes de interditar por tempo indeterminado o estádio. O relatório da SBP diz que há um risco na condição de vento acima de 63 km/h, disse Vidigal. Como é um evento mais frequente, você não pode conviver com esse risco. O estádio não pode ser utilizado. De acordo com a prefeitura do Rio e o Consórcio Engenhão, o estádio tem problemas na cobertura desde sua inauguração, em 2007. Isso porque os arcos que sustentam o teto da arena acabaram se deslocando mais do que o esperado no processo de retirada das escoras que o seguravam durante as obras. Já em 2009, foi concluído que o Engenhão deveria ser interditado em dias de ventos com mais de 115 km/h. Em 2011, entretanto, a SBP iniciou uma nova investigação sobre o assunto. Ela verificou que existem risco nos casos de ventos de 63 km/h, bem mais frequentes do que os ventos de 115 km/h. Um vento de mais de 63 km/h poderia levar à ruína, afirmou Vidigal.