Comprometimento. A palavra está em todas as entrevistas de Dunga. Para explicar o atual grupo, para justificar por que determinado jogador (normalmente Ronaldinho Gaúcho) não está na seleção. O treinador pede aos atletas justamente algo que faltou em 2006. E que foi fatal no último Mundial. O Brasil chegou na Alemanha como favorito. Assim como agora, também tinha levado a Copa América e a Copa das Confederações. Mas a preparação para o Mundial não foi levado tão a sério, os treinos da seleção viraram praticamente palcos de festa e o resultado todo mundo sabe: derrota para a França e a eliminação nas quartas de final. Ao pedir para que os atletas só pensem na seleção, Dunga não quer apenas que eles evitem possíveis lesões, mas que coloquem na cabeça que Copa do Mundo é assunto sério. Evitar o fiasco da Alemanha é o principal objetivo do treinador. Ao contrário do que teve em Weggis, na Suíça, há quatro anos, na preparação para o Mundial, torcedores não vão pagar ingressos para assistir aos treinos da equipe e empresas não montarão tendas para seus convidados. Nada de transformar o trabalho da seleção em um evento lucrativo. Dunga só quer uma coisa dos seus convocados: comprometimento. Se os jogadores o atenderem, acredita que o Brasil estará no caminho certo para o hexa. "Nós só dependemos de nós", disse o treinador.