ESPORTES
Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010, 19h:07
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SANTOS
Dorival queria mandar jogos na Vila
Se dependesse de Dorival Júnior e do capitão Edu Dracena, o Santos não voltaria abrir mão de mandar seus jogos no alçapão da Vila Belmiro em troca de melhores arrecadações no Pacaembu. Desde o Campeonato Paulista, quando o time se impunha em qualquer estádio, o treinador era contrário à mudança. Inicialmente, até parecia implicância do treinador, mas agora os números estão do lado dele. Dos últimos seis jogos no Pacaembu, o Santos conseguiu ganhar apenas um e perdeu os outros cinco. A vitória foi por 2 a 0 contra o Goiás, o pior time do Campeonato Brasileiro, e as derrotas, pela ordem, diante de Santo André (2 a 3, na decisão do Campeonato Paulista), Corinthians (2 a 4), Palmeiras (1 a 2), Avaí (1 a 3, pela Sul-Americana), Goiás (2 a 0) e Botafogo (0 a 1). "Desculpem-me, mas não vou mais opinar a respeito disso. A diretoria já sabe qual é a minha posição sobre o assunto e não vou mais polemizar. Se já está resolvido, está resolvido. Então, vamos jogar onde for determinado", afirmou o treinador, sem disfarçar o Descontentamento. O Santos deverá voltar a exercer o mando de jogo fora da Vila Belmiro contra o Cruzeiro, dia 25. O pedido de mudança do jogo para a Arena Barueri já foi feito, mas a CBF ainda não homologou O próximo jogo que teve o local alterado a pedido do Santos é o do dia 9 de outubro, diante do Atlético-PR. A tabela determinava a partida para a Vila Belmiro, mas foi remarcada para o Pacaembu. "Prefiro jogar na Vila Belmiro, onde a pressão é muito grande e o adversário já entra em campo acuado. O Santos tem torcedores no Brasil inteiro e se ficar mandando seus jogos em outros lugares será complicado. Mas, é aquela história: manda quem pode, obedece quem tem juízo", afirmou Edu Dracena. Usar o Pacaembu como segundo casa do Santos foi promessa de campanha da diretoria atual, com a justificativa de prestigiar o enorme contingente de torcedores que o clube tem na Grande São Paulo. O presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro também alega que para manter as principais estrelas do time sem atrasar salários o clube precisa viabilizar novos recursos e que uma das formas de arrecadar mais é mandar alguns jogos no Pacaembu. No último clássico realizado na Vila Belmiro, dia 25 de julho, com vitória por 1 a 0 do Santos sobre o São Paulo, 9.267 torcedores pagaram ingresso, proporcionando a renda de R$ 255.380,00. No Pacaembu, quinta-feira, foram 15.472 pagantes e a renda de R$ 352.440,00. PREOCUPAÇÃO - Dorival Júnior admitiu que o Santos teve muitos erros na derrota por 1 a 0 contra o Botafogo, mas alega que falta tempo para dar treinos e fazer correções. Depois do jogo de quinta-feira, no Pacaembu, o time nem retornou para a Baixada Santista, optando por se hospedar num hotel da Capital em razão da viagem para Fortaleza, ontem à tarde. Na partida de amanhã, contra o Ceará, no Castelão, o campeão paulista precisa da vitória para se recuperar do empate sem gols com o Flamengo e da derrota diante do Botafogo para continuar com chances de disputar o título do Campeonato Brasileiro. "Vamos ter apenas um treinamento rápido amanhã (sábado) para fazer alguns ajustes e entrar em campo no domingo", queixou-se o treinador. Dorival perdeu o lateral-direito improvisado no meio-de-campo Danilo, suspenso pelo terceiro amarelo, e deve usar Zezinho mais recuado, ao lado de Arouca, e escalar Breitner na meia. Outra alteração provável será no ataque, com a saída de Keirrison para a volta de Zé Eduardo. Depois de ter cinco chances, quatro delas como titular, o centroavante deve voltar para o banco porque o treinador alega que ele não deu a resposta esperada. O time para enfrentar o Ceará deverá ter Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Zezinho, Marquinhos e Breitner; Neymar e Zé Eduardo.