Quando Adriano foi contratado no final do ano passado, os torcedores do São Paulo fizeram festa. A estréia do badalado atacante, com dois gols no jogo contra o Guaratinguetá, pelo Paulistão, foi mais um motivo para comemoração dos são-paulinos. Mas logo apareceram os problemas. O rendimento em campo caiu e, fora dele, o jogador criou caso. Em apenas dois dias, Adriano desembarcou sem o uniforme da equipe, chegou atrasado para treinar e ainda foi embora antes do horário sem autorização. O episódio gerou uma multa de 40% no salário e o ultimato do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio. Depois disso, Adriano entrou nos trilhos. Foram oito gols em dez jogos e se transformou no jogador decisivo que todos os são-paulinos esperavam ver em campo. "É muito importante fazer gols para quem quer se reconstruir", admitiu o atacante de 26 anos, que vive fase irregular desde 2006. O gol contra o Sportivo Luqueño (Paraguai), aos 49 minutos do segundo tempo do jogo da última quarta-feira, foi o 11º em 19 partidas de Adriano pelo São Paulo. A média de 0,57 gols por jogo já o colocou na lista dos dez maiores artilheiro da história são-paulina em médias - o líder é Friedenreich, com 0,81 (66 gols em 81 jogos). O desempenho é motivo de muitos elogios no São Paulo. "Ele é fundamental. O Adriano participa muito dos jogos e sempre quer resolver. E essa postura tem nos ajudado muito", afirmou o volante Hernanes. "Até o final da Libertadores, ele será o Imperador que nos conhecemos."