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Sábado, 12 de Fevereiro de 2011, 14h:41

SÃO PAULO

Carpegiani reclama que time está mostrando sonolência

Carpegiani se porta de maneira contida em entrevistas coletivas, mas em contato longe das câmeras com os repórteres costuma bater a mão no braço para indicar que está faltando raça aos jogadores. O gesto, que virou marca de Muricy Ramalho, é característico de quem quer um time com “sangue na veia”. O recado é claro: alguns atletas não apresentam gana suficiente, demonstrando apatia em momentos decisivos dos jogos. A desatenção do time, segundo o treinador, foi o principal motivo para o desempenho irregular da zaga no Campeonato Paulista. Os 10 gols sofridos no torneio nasceram em jogadas que poderiam ser cortadas caso houvesse maior entrega, argumenta Carpegiani. O jogador com o perfil “raçudo” idealizado por Carpegiani é o volante Guiñazu, do Internacional. “Ele [Guiñazu] tem a garra argentina. Há algum tempo foi procurado. Nosso setor de meio conta com jogadores com as mesmas caraterísticas. Eu gostaria que fosse diferente. Falta pouco mais de gana, vontade. No meio-campo, é preciso chegar com mais intensidade”, comentou o técnico. “Deus deu diferentes dons a jogadores. Para alguns deu técnica, outros vontade, além dos que conseguem se superar”, prosseguiu, dando uma indireta aos atletas do elenco. Os jogadores de meio-campo e ataque do São Paulo não reúnem o estilo pegador desejado por Carpegiani. Rodrigo Souto, Cleber Santana, Marlos, Fernandinho e Dagoberto estariam nesta lista. “Eu não sou de gritar e gesticular. Procuro mostrar atitude em campo e ajudar os companheiros”, reconhece Rodrigo Souto. A sonolência do time não é o único incômodo de Carpegiani. Os espaços deixados pelos laterais na defesa ampliam os problemas na montagem da equipe. Contra a Portuguesa, hoje, às 16h, no Canindé, Carpegiani utilizará sua 8ª formação diferente no Estadual.

Edição EDIÇÃO 16967




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