NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

ESPORTES
Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008, 19h:40

VÔLEI MASCULINO

Brasil perde e cai para terceiro do grupo

A seleção, mais uma vez, mostrou falhas e acabou decepcionando ao perder para a Rússia. Bernardinho reclamou muito da equipe

ROBSON MORELLI
Da Agência Estado – Pequim, China
O Brasil não é mais o bicho-papão do seu grupo no vôlei masculino. As duas potências da chave vêm do Leste Europeu: Rússia e Polônia. Essas seleções ganharam as três partidas disputadas até agora e rebaixaram o campeão olímpico para terceiro lugar da chave. A última vitória dos russos foi diante da própria seleção brasileira, por 3 a 1 (25/22, 24/26, 31/29 e 25/19), mesmo placar da decisão do terceiro lugar da Liga Mundial, no Rio. Na partida de ontem, o que se viu foi uma Rússia forte e perfeita em fundamentos como o saque e o bloqueio. O Brasil entrou na briga de galo e se deu mal. Apanhou. O próprio Bernardinho sabia que seu time não tinha forças para esse tipo de batalha. Parou no paredão formado por Kuleshov, Volkov e Berezhko, num jogo em que novamente o contra-ataque não funcionou. O melhor jogador do Brasil, o ponta Giba, entrou somente no quarto set, quando a situação já estava ruim. Ele novamente foi poupado devido a dores no ombro direito. "Não dá para tirar os méritos dos russos. Eles jogaram bem, mas nós voltamos a pecar nos contra-ataques e no passe B (aquele que deveria ir direto para as mãos do levantador)." Os russos não deram chances para seus rivais, embora tiveram um duelo apertado contra a Alemanha (3 a 2). Na partida diante de Sérvia e Brasil, eles ganharam por 3 a 1. O destaque tem sido Maxim Mikhaylov, o dono da equipe. É ele que tem virado boas bolas na quadra adversária. Contra os sérvios, fez 16 dos 28 pontos tentados. Diante da Alemanha, marcou 11 das 24 bolas batidas. E contra os brasileiros, acertou 16 das 39. O Brasil não encontrou formas de bloqueá-lo. Com duas vitórias, a seleção brasileira corre pouquíssimo risco de ficar fora das quartas-de-final, já que quatro equipes se classificam. O problema é que, se não ficar em posição boa no grupo, o time de Bernardinho pegará pedreira logo na primeira fase do mata-mata: Estados Unidos ou Itália. Bernardinho vem reclamando do contra-ataque brasileiro desde o duelo da estréia contra o Egito. Não está nada satisfeito, admite as falhas, mas não aponta culpados. Contra a Polônia, o próximo compromisso do Brasil, às 9 horas (de Brasília) de sábado, o treinador está prestes a fazer o que não queria: mexer na equipe. "Para essa partida algumas mudanças podem acontecer", disse. O técnico sabe que o Brasil não está mais no comando. "A verdade é que nós abrimos um ciclo de vitórias, mas nunca fomos tão superiores aos outros. Há um equilíbrio muito grande entre as seleções."

Edição EDIÇÃO 16964




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL