ESPORTES
Quinta-feira, 21 de Junho de 2007, 18h:29
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FESTA ARGENTINA
Boca vence e é campeão da Libertadores
A equipe argentina contou com o talento de Riquelme, que fez dois gols no segundo tempo e acabou com o sonho gremista
O Grêmio, "imortal", ruiu. Quem brilhou e assegurou seu nome na história foi o meia Riquelme, autor dos dois gols da vitória do Boca Juniors. O time argentino derrotou o rival tricolor por 2 a 0 ontem, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, e comemorou o título da Copa Libertadores da América pela sexta vez na sua história. O Boca podia perder por até dois gols de diferença para ficar com a taça, graças ao resultado do primeiro jogo, em Buenos Aires, quando contou com a força de sua torcida em La Bombonera e venceu por 3 a 0. Mesmo empurrado por seus fanáticos e barulhentos torcedores, o Grêmio não conseguiu reverter e confirmar a sua "imortalidade", transferida para o camisa 10 argentino. Esta foi a 20ª participação do Boca em Libertadores e sua nona decisão, justamente no seu jogo número 200 na competição. Foi ainda a 11ª final do torneio entre brasileiros e argentinos, com apenas três vitórias nacionais, com Santos (1963, sobre o Boca), Cruzeiro (1976, River Plate), e São Paulo (1992, Newell's Old Boys). O Boca se consolida como o maior vencedor da Libertadores no século 21, com três títulos. Ainda ganhou, apenas neste século, um Mundial, duas Copas Sul-Americanas e duas Recopas. Além disso, a conquista alça ao título de "imortal" o meia Riquelme, revelado no clube e recontratado por empréstimo do Villarreal, da Espanha, a peso de ouro. Comandante da equipe no jogo de ida, o ídolo xeneize, camisa 10, a mesma de Maradona, foi o autor dos gols que coroaram aquele que pode ter sido sua última partida nessa passagem pelo time. Com a bola rolando, o primeiro tempo pode ser dividido em quatro partes, com três situações. Até os 10min, pressão gremista, como era de se esperar, menos pela técnica a mais pelo "abafa". Em seguida, até os 20min, o panorama foi de equilíbrio, com o Boca tocando melhor a bola. Entre 20 e 35min, a bola passou a cruzar o meio-campo, com uma série de chutões. Nos minutos finais, o que se viu foi novamente o Grêmio pressionando o adversário. Assim, os argentinos criaram mais oportunidades que os gaúchos, mas foi o time da casa que chegou mais perto do gol. Aos 42min, Lucas arrancou pela direita e tocou para Diego Souza. O meia dominou e, diante da marcação, pela lateral da área, arriscou o tiro cruzado, acertando o travessão de Caranta, na melhor chance da equipe no primeiro tempo. O panorama da partida pouco se alterou na segunda etapa. O Grêmio tentava o ataque, mas seguia de forma desordenada, como alertavam Lucas e Lúcio. Pior, a equipe ainda sofreu o gol, em outro lance que mostrou a genialidade de Riquelme. Em jogada semelhante à de Diego Souza no primeiro tempo e praticamente do mesmo lugar, o meia chutou com precisão para superar Saja e abrir o placar. No contra-ataque, saiu o segundo gol, que selou o título argentino. Palacio recebeu livre na área e tocou na saída de Saja, que defendeu com o pé. Mas, no rebote, Riquelme foi mais veloz que a defesa gremistas e empurrou para as redes, selando a vitória e escrevendo seu nome na lista de "imortais" do Boca e da Libertadores. GRÊMIO - 0 Saja; Patrício, William, Teco (Schiavi) e Lúcio; Gavilán, Lucas, Tcheco (Amoroso) e Diego Souza; Carlos Eduardo e Tuta (Everton). Técnico: Mano Menezes BOCA JUNIORS - 2 Caranta; Ibarra, Diaz, Morel Rodriguez e Clemente Rodriguez; Ledesma, Banega (Orteman), Cardozo (Bataglia) e Riquelme; Palácio (Boselli) e Palermo. Técnico: Miguel Russo Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre Árbitro: Oscar Ruiz (COL) Auxiliares: Juan Carlos Bedoya (COL) e Jovani Zapata (COL) Cartões amarelos: Diego Souza, Lucas (G) Gols: Riquelme, aos 24min e 36min do segundo tempo