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Editoriais
Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011, 20h:02

Vacinação infantil

Mesmo com toda limitação da rede do Sistema Único de Saúde (SUS), que não consegue atender bem à demanda nacional de seus usuários, o governo brasileiro conseguiu nas últimas décadas desenvolver campanhas de vacinação que apresentam bons resultados. Os positivos resultados das campanhas de vacinação se devem ao perfeito entrosamento entre os três entes federativos do SUS, que são o Ministério da Saúde, secretarias estaduais de Saúde e secretarias municipais de Saúde. Também devem ser creditados aos pais, que se encarregam de levar os filhos aos postos de saúde onde as doses são aplicadas gratuitamente. Hoje, como parte do combate à poliomielite será realizada a segunda etapa anual da campanha nacional de vacinação contra essa doença que é causadora da paralisia infantil. Simultaneamente também será aplicada a dose da vacina contra o sarampo (tríplice antiviral). A meta em Mato Grosso é vacinar em Cuiabá e nos demais municípios 298.474 crianças com até quatro anos, onze meses e vinte e nove dias. O slogan da campanha é “Siga o Zé Gotinha mais uma vez”. Aparentemente trata-se de algo rotineiro, porque as equipes de saúde estão acostumadas a desenvolverem campanhas de vacinação. Porém, trata-se de uma grande operação que envolve milhares de participantes diretos com o objetivo de imunizar cerca de 10% da população mato-grossense, condição essa que deixa claro a relevância da operação em curso ao longo do dia nos postos espalhados nas 141 cidades, vilas e pontos estratégicos de rodovias. Muito embora sábado seja dia normal de expediente para quem trabalha na iniciativa privada, os pais ou responsáveis pelas crianças devem levá-las aos postos de vacinação e fazê-lo sem se esquecer que é imprescindível apresentar o Cartão de Vacinação, já que em caso de falta de alguma vacina determinada pelas autoridades médicas a mesma é aplicada juntamente com as que são previstas para esta data – poliomielite e tríplice viral. O Ministério da Saúde e seus parceiros cumprem bem o papel de produzir, distribuir e aplicar vacinas e também na conscientização familiar sobre a necessidade de imunização de crianças, adultos e pessoas da terceira idade contra diversas doenças. Mesmo assim, são comuns registros de campanhas de vacinação que não alcançam a meta estabelecida, o que revela descompromisso de responsáveis pelo encaminhamento do público alvo aos postos de vacinação. Que hoje todas as crianças mato-grossenses na faixa etária prevista para a vacinação sejam levadas aos postos de saúde e recebam as doses indicadas para a data. Somente assim, será possível afastar os riscos que representam a poliomielite e o sarampo. A diferença entre vacinar contra a poliomielite ou deixar de fazê-lo pode ser vista em homens e mulheres que foram vitimados por essa doença no passado e que agora se deslocam com dificuldade. Portanto, o melhor caminho hoje é continuar nas pegadas do Zé Gotinha. O melhor caminho hoje é continuar nas pegadas do Zé Gotinha

Edição EDIÇÃO 16962




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