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Editoriais
Sexta-feira, 08 de Outubro de 2010, 19h:37

Produção sustentável

Mato Grosso acaba de receber um bom indicativo econômico e uma boa notícia ambiental: na próxima safra sua agricultura deve lhe conferir o título de maior produtor nacional de fibras e grãos, e para tanto não houve avanço da área agrícola sobre a vegetação primitiva. O primeiro levantamento da Conab para a safra 2010/11 sugere que Mato Grosso colherá 30,98 milhões de toneladas superando o cultivo anterior, de 28,93 milhões de toneladas. Esse aumento se traduzirá em mais 1 milhão de toneladas na produção e dará a liderança nacional ao estado, que assim superará o Paraná – o principal produtor – que deve colher entre 29,47 milhões de toneladas a 29,76 milhões de toneladas. A projeção de safra mato-grossense feita em campo pela Conab e com reforço do cruzamento de dados com o IBGE, Federação da Agricultura e Pecuária (Famato), Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Banco do Brasil, trades e a rede bancária privada é animadora, principalmente nesse momento em que Mato Grosso amarga longa estiagem, que lança dúvida sobre o desempenho da safrinha, uma vez que a falta de chuva atrasa o plantio da safra de verão. A apuração feita pela Conab mostra que apesar do problema climático o produtor rural continua disposto a plantar e que ao invés de risco de quebra de safra Mato Grosso sinaliza que avançará ainda mais enquanto polo de produção de alimentos reconhecido internacionalmente. A boa notícia ambiental que acompanha a divulgação do levantamento da Conab é que não houve avanço do agronegócio sobre a Floresta Amazônica, pois a área prevista para cultivo na próxima safra é de 9,39 milhões de hectares ao passo que no ano anterior foi de 9,13 milhões. Ou seja, em tese teria ocorrido expansão de 260 mil hectares de lavoura sobre a vegetação primitiva, mas na realidade tal fato não existiu, porque o aumento da área cultivada se deve ao fato da migração da agricultura para pastagens degradadas. Desde junho de 2006,quando a pressão internacional liderada pelo Greenpeace exigiu moratória do avanço da soja sobre o bioma amazônico, não houve expansão de lavoura em Mato Grosso. Desde a assinatura de um acordo de cavalheiros entre aquela organização não-governamental com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) juntamente com suas associadas ADM, Cargill, AMaggi, Bunge e Dreyfus, criou-se novo conceito para o uso do solo. Mato Grosso tem razão de sobra para comemorar o fortalecimento de sua agricultura, que na próxima safra significará uma colheita de aproximadamente 31 milhões de toneladas de fibras e grãos sendo 19,5 milhões de toneladas de soja, que é o carro-chefe de seu agronegócio. Melhor ainda para a população mato-grossense é saber que essa significativa produção é calcada na sustentabilidade. Mato Grosso tem razão de sobra para comemorar o fortalecimento de sua gricultura

Edição EDIÇÃO 16966




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