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Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013, 20h:05
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Problema fiscal
No último domingo, o Diário noticiou que Cuiabá é uma das três piores Capitais brasileiras em situação fiscal, à frente apenas de Macapá (AP) e Natal (RN), segundo o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) Cuiabá contrastou com o cenário positivo do Estado ao apresentar situação fiscal difícil (Conceito C), seguindo na parte mais baixa do ranking estadual (121ª). Apesar da elevada arrecadação própria (0,8409 pontos, conceito A) e do baixo comprometimento do orçamento com gastos de pessoal (0,7595 pontos, conceito B), a Capital mato-grossense apresenta grande dificuldade na administração dos restos a pagar (0,0551 pontos, conceito D), assim como baixo nível de investimentos (0,2140 pontos, conceito D). Lançado no ano passado, o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), jogou luz sobre um tema de grande importância para o país: a forma como os tributos pagos pela sociedade são administrados pelas prefeituras. Os dados são fornecidos pelos próprios municípios à Secretaria de Tesouro Nacional, responsável por consolidar e disponibilizar as estatísticas referentes às contas públicas municipais. Esta edição o IFGF analisou a situação fiscal de 129 dos 141 municípios de Mato Grosso, onde vivem 2.966.335 pessoas 96% da população mato-grossense. Em 2011, esses municípios apresentaram um quadro de gestão fiscal majoritariamente positivo: a administração de 76 (58,9%) cidades foi avaliada como excelente ou boa (conceito A ou B, respectivamente). Além disso, 23,3% (30) dos municípios mato-grossenses figuraram entre os 500 melhores resultados do país, terceira maior proporção dentre os estados brasileiros apenas Santa Catarina e Rio Grande do Sul superaram esse percentual. De maneira geral, esse cenário favorável no estado foi propiciado por uma boa programação financeira e baixo comprometimento com gastos de pessoal, o que abriu espaço no orçamento para que os municípios mato-grossenses investissem mais. Já no caso específico de Cuiabá deve se levar em conta décadas de desacertos administrativos em uma cidade quase tricentenária, mas que esta evoluindo nos últimos anos. Cuiabá é uma das três piores Capitais brasileiras em situação fiscal