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Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

Editoriais
Sábado, 19 de Janeiro de 2013, 13h:27

Prefeitos indecisos

Nos 141 municípios mato-grossenses houve comemoração pela posse dos novos prefeitos e a reeleição de outros. Esse momento de euforia é natural nos meios políticos, tanto pela conquista do objetivo quanto pela pressão sofrida pelos candidatos ao longo das cansativas campanhas eleitorais, algumas caracterizadas por momentos incompatíveis com a grandeza do regime democrático. Uma vez empossados os prefeitos nomeiam o secretariado e assessores dos escalões intermediários do poder. A composição da equipe deveria acontecer imediatamente após a posse, mas as injunções políticas às vezes retardam o preenchimento de todos os cargos, que invariavelmente têm o dedo indicador de vereadores. Ao aceitar os escolhidos por membros do Legislativo os prefeitos acabam estabelecendo uma relação que embora arraigada no Brasil não é boa para nenhum dos poderes municipais, na medida em que cria uma linha de interesses recíprocos – a famosa Oração de São Francisco - que pode em alguns casos deixar em segundo plano as demandas da população. Formação de equipe e interesses recíprocos à parte, os 141 prefeitos devem a apresentação de seus planos administrativos para o próximo quadriênio, com dados, números e detalhamento de programas e ações. Isso infelizmente não se viu em nenhuma prefeitura. Os prefeitos devem denunciar as mazelas encontradas, mas isso não os impede de mostrar com clareza a que vieram. Lembrem-se que durante as campanhas políticas, todos os candidatos apontavam soluções para os problemas existentes e diziam que na manga tinham antídotos até mesmo para eventuais dificuldades que surgissem. Uma vez empossados os discursos dos prefeitos mudaram por completo. Não se deve dizer que durante a campanha política essas autoridades iludiram o eleitorado. Não se pode atestar que sejam incompetentes. Não é correto imaginar que farão administrações fracassadas. Não é coerente condenar o todo quando há exceções. Mas, transcorridos 20 dias da posse e sem que tenham apresentado as metas administrativas calcadas na realidade, pode se dizer que algo não vai bem e que precisa de imediata correção, sob pena de perdermos quatro anos na gestão da base territorial de Mato Grosso, que é o município. Independentemente dos compromissos partidários dos prefeitos e independentemente das obrigações que tenham assumido com as coligações que o apoiaram, é preciso que os eleitos para o primeiro mandato saiam dos cansativos discursos denuncistas sobre o caos das administrações que herdaram. De igual modo, os reeleitos não podem tentar ‘vender’ o compromisso de que a partir de agora a máquina administrativa funcionará melhor, porque eles a conhecem mais. Tempo é algo que jamais pode ser resgatado. Portanto, é preciso que os compromissos de campanha e os planos administrativos sejam botados com clareza perante a opinião pública, antes que seja tarde demais. Que os prefeitos saibam que ninguém votaria em candidato com perfil vacilante e que ninguém aceita administração que caminha em círculos. Os 141 prefeitos devem a apresentação de seus planos administrativos

Edição EDIÇÃO 16964




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