Editoriais
Segunda-feira, 14 de Março de 2011, 20h:35
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Polícia depurada
A Corregedoria não o faz com prazer; o comandante-geral, também não. Nesta frase o corregedor-geral da Polícia Militar de Mato Grosso (PM), coronel Joelson Sampaio define o cumprimento do dever no rito de exclusão de policiais militares das fileiras, por prática de crimes de corrupção, homicídio, latrocínio, tentativa de assassinato, roubo, furto, formação de quadrilha, tráfico de drogas e outros. A declaração do oficial acontece após a recente publicação no Diário Oficial do Estado da exclusão de seis praças da PM. Neste ano, 19 foram expulsos da corporação. Outros 12 também serão excluídos, com base em decisões publicadas internamente no âmbito da Polícia Militar pelo Conselho de Justificação, que é o órgão competente para tanto. Excluir ou expulsar oficial ou praça é ato que exige profissionalismo no cumprimento do dever. Essa decisão é sempre calcada no regulamento interno da Polícia Militar, nos preceitos da disciplina e hierarquia em observância à legislação vigente. Por mais amparo que tenha, a exclusão é aquilo que se convenciona chamar de corte na carne. O rito do Conselho de Justificação concede amplo direito de defesa ao policial e, sua meta é apurar o fato até as últimas consequências para que suas decisões sejam calcadas na legalidade. Paralelamente ao procedimento oficial, junto à tropa há sentimento favorável à expulsão dos policiais que maculam a farda que lhes concede poder de polícia. A população acredita na instituição Polícia Militar. Confia na sua capacidade de depuração interna e compreende que num universo de quase seis mil policiais dos dois sexos ocorram casos isolados de desvio de conduta, como acontece em todas as categorias profissionais, sem exceção. A rígida política de excluir das fileiras da Polícia Militar todos os que cometerem algum tipo de deslize passível dessa punição é bem recebido pela população e tem aval das autoridades. Enquanto agir dessa forma a PM jamais será confundida com aqueles que desonram sua farda, que sempre tem que estar a serviço do Estado e do cidadão. O comandante da PM, coronel Osmar Lino, sabe que responde por uma corporação com efetivo bem abaixo do recomendável, que tem sobre os ombros a responsabilidade pela segurança ostensiva numa área de dimensão continental onde há alguns pontos de acesso difícil. Também por essas razões tem que manter sob sua ordem um contingente que se paute exclusivamente pela disciplina e hierarquia, para cumprir todas as missões que lhe forem delegadas. Tomara que a Polícia Militar não tenha mais que punir outros policiais militar além dos 31 ora citados. Porém, caso algum cometa algum deslize que ela aja com a rapidez, transparência e lisura como o faz agora, em nome de seus postulados, do Estado e em defesa da população. Que nenhum oficial ou praça da PM se sinta envergonhado dos atos desabonadores que resultaram em tantas exclusões, porque os punidos não respeitaram o privilégio de serem integrantes da instituição cujo patrono é o Protomártir Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. A população acredita na instituição Polícia Militar. Confia na sua capacidade de depuração interna