Editoriais
Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011, 20h:09
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Mapa da mina
Atividade econômica exercida na Ásia e Europa desde tempos imemoriais e que na África, América e Oceania começou com a chegada dos colonizadores, a mineração deve se transformar em curto espaço de tempo num dos pilares do desenvolvimento mato-grossense. Em busca de ouro, bandeirantes iniciaram a colonização de Mato Grosso. Essa condição confere a paternidade do Estado ao setor mineral. Em épocas e regiões diferentes, o garimpo respondeu pelo surgimento de cidades. Mesmo com esse histórico, criou-se fantasiosa barreira contra a extração mineral atribuindo à mesma a pecha de vilã ambiental. Sucessivos governos não vislumbraram o potencial da mineração, o que manteve o Estado restrito a garimpos manuais e algumas atividades isoladas de mineradoras. Porém, agora, o governador Silval Barbosa lança as bases da política que transformará a economia e colocará Mato Grosso no topo do setor do extrativismo mineral. Ex-empresário do setor mineral, Silval trabalhou com garimpos em seu município, Matupá, e em outros. Na experiência adquirida nessa atividade, o governador buscou inspiração para implantar uma política setorizada que será benéfica a Mato Grosso e ao comércio exterior do Brasil, pois o Estado aumentará significativamente sua produção de ouro, de diamante industrial e de outros bens minerais. Ontem, numa solenidade do Palácio Paiaguás, Silval apresentou o mapeamento geológico de Mato Grosso, que foi levantado em parceria pela Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) e a Companhia de Mineração de Mato Grosso (Metamat) com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Com os dados apurados, o potencial mineral pode ser identificado, dimensionado e localizado, o que em síntese no jargão garimpeiro significa encontrar o mapa da mina. A partir de agora, Mato Grosso tem em mãos a ferramenta para desenvolver sua política mineral atraindo investidores do setor de extração e de industrialização. Essa política, pelas características da atividade, exige logística de transporte compatível, porque minério não se transporta em caminhões e sim por ferrovia ou hidrovia. Quanto ao escoamento das commodities minerais a resposta do Estado é a mais convincente possível, porque investimentos no setor ferroviário em breve criarão nova e consistente matriz de transporte apta a atender à necessidade minero-siderúrgica que surgirá quando o processo de exploração entrar em atividade. Às vésperas de entrar no processo industrial da mineração Mato Grosso se sente seguro e confiante, porque essa atividade é exercida em áreas minúsculas se comparada às lavouras ou pastagens, o que reduz seu impacto ambiental. O processo de povoamento de Mato Grosso começou efetivamente em 1718, com a descoberta do ouro, e ganhou intensidade em 1719 com a fundação de Cuiabá. Transcorridos 293 anos, resgatando sua história o Estado vai ao encontro da mineração em busca do desenvolvimento e o faz com o mapa da mina em mãos. A partir de agora, Mato Grosso tem mãos a ferramenta para desenvolver sua política mineral