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Editoriais
Quinta-feira, 16 de Agosto de 2012, 22h:01

Investimentos em Logística

Primeira de uma série de ações com anúncio previsto ao longo deste mês, o Programa de Investimentos em Logística, com ênfase na duplicação de rodovias e na construção de ferrovias, tem todas as condições de se constituir num aliado importante para se “desatar o nó Brasil”, como ressaltou ontem a presidente Dilma Rousseff. Ainda assim, esse “kit felicidade”, na definição do empresário Eike Batista, precisa trilhar um caminho distinto de iniciativa semelhante lançada há quatro anos que, embora mais modesta, pouco avançou desde então. O diferencial, desta vez, é a opção pelo modelo de concessões. Com projetos adequados e o papel do poder público limitado ao de fiscalizar, a privatização pode contribuir para um salto na área de logística, ajudando o país a se reconciliar com níveis de crescimento razoáveis e de forma continuada. Mato Grosso, contemplado com trechos da BR-163 e da ferrovia de Integração do Centro-Oeste, têm motivos suficientes para confiar em que, desta vez, as obras não irão emperrar, como as anunciadas em 2007. A opção pelo modelo de Parceria Público-Privada (PPP) significa garantia de recursos hoje em falta no setor público e a perspectiva de que os empreendimentos, todos de alto custo e de longo prazo de execução, possam seguir cronogramas mais rígidos. O Planalto está correto ao optar pela privatização nos projetos de rodovias e ferrovias. Precisa, porém, apressar ações em outras áreas, além de providências como a redução do custo da energia elétrica e da folha de pagamentos. Um dos méritos das ações que começaram a ser anunciadas ontem é a particularidade de, antes de formatá-las, o Planalto ter se dedicado a ouvir líderes do setor privado. Ninguém reúne melhores condições de indicar os pressupostos para maior competitividade do que o próprio empresário, que é quem assume riscos inerentes ao compromisso assumido de empreender, empregar e gerar impostos. Por isso, o programa que começou a ser detalhado a partir de ontem acerta também ao deixar de lado incentivos setoriais, procurando contemplar um universo bem mais amplo de quem produz. Mato Grosso foi contemplado com trechos da BR-163 e da ferrovia de Integração do Centro-Oeste

Edição EDIÇÃO 16966




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