Editoriais
Sábado, 08 de Agosto de 2009, 12h:49
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Combate ao fumo
Virou lugar-comum, embora seja uma grande verdade, dizer que o ato de fumar é prejudicial à saúde. Discordar dessa assertiva é negar uma realidade. Com o tempo, não apenas a condenação a esse vício se tornou consensual, no aspecto global, como se criou uma cultura bastante apropriada para os tempos atuais: os males do fumo também são prejudiciais a quem não fuma, mas convive com a fumaça alheia. É oportuno recordar que, em recente estudo, a Organização Mundial de Saúde, decretou que a fumaça dos derivados do tabaco é a maior responsável pela poluição em locais fechados. Em média, segundo o levantamento, o ar poluído contém três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante, depois de filtrada. Por maiores que sejam os esforços, não tem sido tarefa fácil decidir como conciliar os interesses de fumantes e os daqueles que, por motivos óbvios, têm aversão ao tabaco. Já disseram que uma solução mais prática seria fazer com que o viciado fosse prejudicial apenas a si mesmo, e que fosse isolado do convívio social. O inconveniente é que o vício de fumar, até prova em contrário, é legal, sendo, portanto tolerável preservar o direito do fumante. Medidas oficiais, ao longo do tempo, têm mirado os tabagistas. Uma delas é a obrigatoriedade de locais de uso coletivo - como bares e restaurantes criarem isolamento. A outra é rigorosa regulamentação que pune propaganda que induza crianças e adolescentes ao consumo do fumo. Em São Paulo, fumar em ambiente fechado, público ou privado, é contra a lei e um ato passível de punição. No momento em que se discutem tais medidas e os enormes malefícios do fumo, é oportuno cobrar da Prefeitura Municipal um parecer positivo ao projeto de lei que o vereador Toninho de Souza (PDT) apresentou na Câmara Municipal de Cuiabá, no passado mês de junho, propondo que donos de estabelecimentos comerciais no caso, boates, bares, restaurantes e pizzarias sejam obrigados a criar áreas específicas para fumantes. O projeto prevê a proibição do fumo em ambientes coletivos fechados, bem como em pontos de grande aglomeração, mesmo sendo ambiente aberto. É o caso dos shows musicais em área livre, que ocorrem com freqüência em Cuiabá. São sempre bem-vindas medidas que tornem ainda mais pesado o custo de manter esse hábito prejudicial à saúde. A proposta do vereador do PDT sinaliza, quando nada, para a procura por meios visando garantir o bem-estar do cidadão. Por isso, merece a atenção do prefeito. os males do fumo também são prejudiciais a quem não fuma