A corrida da população mato-grossense em busca da vacina contra a gripe A, especialmente em Cuiabá, indica que faltou visão e planejamento às autoridades estaduais de saúde diante de um flagelo já característico desta época do ano. É lamentável que o atraso na imunização reduza os benefícios àqueles que correm aos postos de saúde quase um mês depois do início do inverno. Sabe-se que o ideal é receber a vacina no outono, quando as temperaturas são mais altas e a proliferação do vírus ainda é restrita. Neste momento em que, segundo todos os informes, a gripe A se aproxima de seu pico de virulência, são necessárias medidas auxiliares nas regiões mais afetadas, como antecipação de férias escolares e suspensão de atividades que impliquem aglomerações. Ainda está por ser feito, pelas autoridades de saúde, um balanço das razões que levaram a tal imprevidência. O cochilo não foi exclusivo, diga-se, de Mato Grosso: os efeitos da gripe A nos estados da Região Sul do país são, até o momento, mais nefastos. Já se sabe, no entanto, que a Região Sul concentra o pior foco do H1N1 e que, se não houver uma política correta de prevenção, o vírus atacará com mais ímpeto nos meses de frio. Diante desse quadro, é de se esperar para já a adoção de medidas que impeçam a repetição da tragédia nos anos vindouros. Em situações como a atual, em que se verifica incerteza e temor de parte da população, os governos federal, estadual e municipais podem contribuir para tranquilizar os cidadãos por meio de um remédio barato e de eficácia comprovada: informação. Informar onde encontrar a vacina e o Tamiflu, alertar para os hábitos corretos de higiene e esclarecer sobre os sintomas da enfermidade são atitudes que ajudarão a instaurar a serenidade sem a qual nenhuma política pública de saúde obtém resultado. Para cumprir essa missão a contento, as autoridades precisam da colaboração das forças vivas de cada comunidade. Tais iniciativas contribuirão para um ambiente mais propício ao combate à gripe. As autoridades precisam da colaboração das forças vivas de cada comunidade para combater a gripe A