Em Mato Grosso o ano de 2010 chega ao fim caracterizado por muitas ações de extrema violência por parte de quadrilhas especializadas em assaltos a agências bancárias e fazendas. Além de assaltarem os cofres bancários utilizando armas de grosso calibre e até granadas, os integrantes das quadrilhas que atuam nessa área também cometem crimes de ameaça de morte, rapto e cárcere privado mantendo gerentes e outros servidores, além de clientes e até mesmo policiais sob ameaça, para que possam realizar suas ações criminosas e fugirem sem serem presos. Nas fazendas onde as quadrilhas fazem incursões o cenário não é menos violento do que nas ações nas agências bancárias. Relatos de proprietários rurais e funcionários dão conta da forma ameaçadora como agem os marginais, que fazem verdadeiras pilhagens de dinheiro, eletroeletrônicos, sistemas de comunicação, agroquímicos de alto valor, tratores, veículos e equipamentos agrícolas. Infelizmente a Segurança Pública perde as batalhas da guerra contra as quadrilhas que atacam bancos e fazendas em Mato Grosso. Essa constante derrota permite que novas investidas sejam feitas pelos criminosos diante de suas impotentes vítimas urbanas e na zona rural. Somente com a criação de um eficiente sistema de informação será possível reduzir a índices ditos aceitáveis as ações das quadrilhas que atacam agências bancárias e fazendas em Mato Grosso. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública precisa investir nesse setor e estreitar as relações institucionais com a Polícia Federal para que o Estado realmente ganhe condições de se antecipar a esses tipos de crimes, que por falta de enfrentamento ganham contornos assustadores. Tomara que 2011 seja o início de nova era para a Segurança Pública mato-grossense. É preciso superar a fase do registro da ocorrência e da mobilização para prender criminosos, porque a melhor resposta do Estado ao submundo da criminalidade é se antecipar às suas ações. Com investimentos e dedicação profissional Mato Grosso pode desmontar as quadrilhas que intraquilizam bancários e trabalhadores rurais com modus operandi conhecido por ser recorrente. No universo policial todos sabem que o perfil dos bancos atacados é o da agência que movimenta montante elevado em determinados dias e que o estudo do cenário para o assalto e fuga conta com a participação de marginais locais. Com as fazendas o procedimento leva em conta os estoques de insumos e o parque de máquinas. A verdadeira segurança não é aquela da caça ao rato, mas sim impedir que ele coma o queijo, o que se faz com ratoeiras e outros procedimentos estratégicos. Num linguajar bem apropriado para a realidade econômica mato-grossense, entre um assalto e outro acontece a entressafra da violência, que é período mais que indicado para acionar os mecanismos da Inteligência policial em nome da segurança que o cidadão espera e por lei é dever do Estado lhe oferecer. A verdadeira segurança não é aquela da caça ao rato, mas sim impedir que ele coma o queijo