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Quarta-feira, 09 de Novembro de 2011, 20h:12

A melhor rota

Mato Grosso recebe a visita do governador Camilo Capiberibe nos dias 20 e 21. Capiberibe estará em Lucas do Rio Verde, onde participará do Encontro Nacional do Milho Safrinha – cultura que no âmbito brasileiro tem seu principal pilar naquele e nos municípios vizinhos. O governador amapaense quer conhecer a realidade do agronegócio mato-grossense e, em especial, do eixo da BR-163 na região conhecida por Nortão. Para tanto se reunirá com representantes de entidades do setor, produtores rurais e lideranças políticas. O Amapá vê em Mato Grosso aliado estratégico ao seu desenvolvimento desde que o Nortão utilize a Hidrovia Tapajós-Amazonas para escoar commodities agrícolas de exportação e para a cabotagem pelo porto de Santana, cidade que forma conurbação com a capital Macapá. Mato Grosso sempre insiste na tecla de exportar commodities do Nortão pelo porto da Cargill Agrícola em Santarém (PA), cidade na foz do Tapajós no Amazonas. Para tanto espera a conclusão da pavimentação da BR-163 ou Cuiabá-Santarém do lado paraense. No entanto, em Itaituba (PA), ao sul de Santarém, há alternativa para esse escoamento desde que os embarques sejam feitos naquela cidade. Itaituba dista 345 km de Santarém pelo rio Tapajós e 370 km pela BR-163. Se Mato Grosso optar pelo escoamento pelo porto de Santana, os grãos percorrerão 980 km por rodovia no trecho entre Sorriso e Itaituba, de onde seriam embarcados em chatas para Santana, num trajeto de 885 km pelos rios Tapajós e Amazonas. Se ao invés de embarcar commodities em Santarém Mato Grosso optar por Itaituba, haveria sensível redução da navegação dos navios tipo Panamax (para 60 mil toneladas) entre Santana e Santarém, o que aliviaria o impacto ambiental no rio Amazonas. O porto de Santana tem calado permanente de 16 metros e se encontra próximo à foz do Amazonas no mar. É a única estrutura portuária brasileira na Linha do Equador, situação essa que a deixa na chamada esquina do mundo, o que reduz as viagens oceânicas. Capiberibe apresentará aos anfitriões as vantagens acima citadas, para motivá-los a investir tanto na Hidrovia Tapajós-Amazonas quanto em instalações portuárias em Santana. O governador visitante sabe que a localização geográfica do Amapá afasta interesses de todos os estados à exceção de Mato Grosso e, de modo especial, do Nortão. Comercialmente o Amapá está vestido de noiva, no altar, à espera de Mato Grosso, que também nessa área – no tocante ao Nortão – é celibatário a contragosto. É preciso selar essa união, que tem as bênçãos de Capiberibe e seu anfitrião Silval Barbosa. Que a visita do governador seja o primeiro passo de uma previsível caminhada que será frutífera ao Amapá, Mato Grosso e ao Brasil. Com sua presença em Lucas o governador visitante acende a luz na injustificável treva na relação comercial entre os dois estados. Que Capiberibe seja bem-vindo e que em breve os amapaenses passem a conviver com o burburinho efervescente do agronegócio mato-grossense. Comercialmente o Amapá está vestido de noiva, no altar, à espera de Mato Grosso

Edição EDIÇÃO 16966




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