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ECONOMIA
Terça-feira, 06 de Julho de 2010, 21h:07

EMPREGO

Trabalhador se mantém confiante

ADRIANA FERNANDES
Da Agência Estado – Brasília
O trabalhador brasileiro continua confiante em relação às perspectivas de manutenção do emprego. O Índice de Medo do Desemprego, medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), permaneceu praticamente estável em junho, com uma ligeira alta de apenas 0,4% sobre março. O Índice subiu de 82 pontos em março para 82,3 pontos em junho. Em março, o indicador havia atingindo 82 pontos, o menor índice desde o início da pesquisa, em 1996. O levantamento da CNI é trimestral. Para esse indicador, quanto menor a pontuação, maior a confiança na preservação do emprego. Ou seja, uma subida na pontuação representa um aumento do medo do desemprego. O temor do desemprego chegou ao pico em maio de 1999, quando o índice atingiu 119 pontos. Para a CNI, o índice em junho denota grande segurança no emprego, já que se manteve muito próximo do piso histórico, registrado em março. A pesquisa revela que 53% das 2.002 pessoas ouvidas pelo Ibope entre 18 e 21 de junho afirmaram não estar com medo do desemprego, mesmo porcentual registrado em março. A proporção dos entrevistados que disseram estar com pouco medo do desemprego recuou de 32% em março para 30% no mês passado. Aqueles que disseram estar com muito medo do desemprego, de acordo com o levantamento da CNI, representaram 16% do universo de trabalhadores pesquisados em junho, praticamente a mesma participação de março, quando atingira 15%. O Índice de Medo do Desemprego é elaborado pela Confederação Nacional da Indústria a partir de pesquisa de opinião pública de abrangência nacional conduzida pelo Ibope. CONSUMO O Índice de Medo do Desemprego, medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentou em junho uma queda de 7,5% no acumulado de 12 meses. O índice caiu de 89 pontos em junho de 2009 para 82,3 pontos no mês passado, permanecendo praticamente estável em relação aos 82 pontos registrados em março. Para o economista da CNI, Marcelo Azevedo, a queda é importante e mostra bastante segurança do trabalhador de que não vai perder o emprego. De acordo com ele, é essa segurança que alimenta as expectativas de que os trabalhadores vão continuar consumindo, seja pagando a prazo ou à vista.

Edição EDIÇÃO 16962




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