ECONOMIA
Sábado, 02 de Outubro de 2010, 18h:27
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ELEIÇÕES
Setor produtivo nutre expectativas otimistas
Logística é pleito unânime entre empresários, independentemente do setor de atuação. Fora isso, pede-se redução de tributos e uma política agrícola
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
O setor produtivo de Mato Grosso está otimista em relação aos novos mandatários que serão eleitos hoje, caso não haja necessidade de realização do segundo turno. Seja qual for o novo governador e o novo presidente, esperamos que eles deem continuidade ao trabalho que vem sendo feito tanto em nível federal quanto estadual, e implementem ações visando melhorar ainda mais o ambiente de investimentos para o segmento produtivo, afirmam as lideranças produtoras. De uma forma geral, a classe rural defende uma solução para o problema da logística no Estado e a implantação de uma política agrícola de longo prazo, contemplando um conjunto de medidas destinadas a apoiar a produção e comercialização. Em nível estadual, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato) cobra a implantação de novos corredores de exportação, melhoria das vias de acesso e transporte intermodal rodovia, ferrovia e hidrovia. Temos hoje poucas opções de transporte. Queremos que o projeto hidroviário e ferroviário saia do papel para que tenhamos este complemento com a rodovia, frisa o vice-presidente da entidade, Normando Corral. Segundo ele, um dos projetos defendidos pela Famato é a conclusão da BR-163 (Cuiabá-Santarém), além da duplicação do trecho Jangada-Rondonópolis, a continuidade dos trilhos da ferrovia Senador Vicente Vuolo até Porto Velho e Santarém, passando por Cuiabá, e a retomada do projeto da hidrovia Paraguai-Paraná. Queremos também que seja feito um trabalho permanente de conservação da malha rodoviária estadual, que precisa de manutenção, inclusive as vias de acesso às regiões produtoras. O novo governador deve estar atento e atuar de uma forma mais enérgica também em relação à questão ambiental, procurando corrigir algumas distorções que ainda temos em função das restrições praticadas pelos órgãos ambientais, afirmou Corral. O setor defende a implantação de um programa de incentivos para fomentar o reflorestamento visando ao uso múltiplo de madeiras e a implantação de uma política ambiental que priorize e viabilize o desenvolvimento sustentável de todo o setor industrial, bem como trabalhar para que sejam viabilizados investimentos em polidutos, que permitam o escoamento da produção local de etanol e biocombustíveis. SEM PREFERÊNCIA - Corral lembrou que a Famato não tem preferência por candidato e espera que, independente de quem for eleito, o novo governador continue apoiando a classe produtora e adotando medidas visando à manutenção do bom desempenho do agronegócio no Estado. Em nível federal, os produtores aguardam, basicamente, pela aprovação de uma política agrícola de longo prazo, com diretrizes e regras definidas. O setor sempre defendeu a criação de uma política [agrícola] duradoura, que permita aos produtores fazer um planejamento de safra com a garantia de que as regras não serão alteradas durante o jogo. Os produtores precisam dessa segurança para trabalhar de forma mais tranquila, frisa Corral. Entre as medidas que precisam ser implementadas nesta política, ele aponta a questão da infraestrutura, mais facilidade de acesso ao crédito, seguro agrícola, taxas de juro e prazos compatíveis com a atividade. Queremos também que o governo federal adote um posicionamento mais firme em relação à política externa, no sentido de melhor defender os interesses do nosso país, lembrou.