Acostumados com a terceirização de serviços na agricultura argentina, incluindo o aluguel de maquinário agrícola e recursos humanos, o gerente da unidade brasileira do Telhar, Javier Angio, e o engenheiro agrônomo, Juan Pablo Di Giacomo, ressaltam que viram uma barreira cultural muito forte no Brasil ao tentarem trabalhar com o arrendamento de grandes extensões e a terceirização dos serviços. Eles explicam que em seu país de origem isto é uma prática comum. A falta de planejamento do agricultor brasileiro é um problema, comentam os argentinos, e acaba atrapalhando no faturamento do produtor. O brasileiro é muito empreendedor, mas não planeja a curto, médio ou longo prazo. Ao contrário do nosso posicionamento, avalia. No período de plantio comentam que fazem o levantamento de custos de dois em dois dias para saberem se houve desvio do previsto. Outro ponto de diferenciação, é que na Argentina, os agricultores de determinada região contratam uma consultoria para descobrirem novas alternativas de produção e comercialização do grão, por meio do Consórcio Regional de Experimentação Agrícola (CREA), que os auxilia na detecção de erros na produção e facilita para a boa comercialização do grão. (NA)