ECONOMIA
Sábado, 14 de Fevereiro de 2009, 12h:42
A
A
Serve Mais anuncia criação de CD
Uma das redes já formadas neste conceito é o grupo Serve Mais, com 10 lojas associadas na Grande Cuiabá. A iniciativa vem dando certo e garantindo a sobrevivência das empresas nos últimos 11 anos com resultados acima do esperado. Ainda como parte da ofensiva para conter o avanço dos grandes supermercados em Mato Grosso, a rede Serve Mais anuncia a criação de uma empresa mercantil do grupo para atuar como uma espécie de Centro de Distribuição (CD). As compras serão centralizadas nesta empresa e a economia para a rede será ainda maior, explica o supermercadista Lorival Massaro, presidente da rede Serve Mais. Ele confirma que o consumidor também poderá tirar proveito disso. Pode ser até mesmo que haja uma queda dos preços no varejo. Massaro lembra que o processo de globalização, a introdução de novas tecnologias e a implantação de novos processos organizacionais levam alguns segmentos a um cenário de fusões, incorporações e reestruturação, com o objetivo de manter a competitividade. Para nós, a melhor saída foi o associativismo. Ele diz que a meta da rede Serve Mais é dobrar sua participação no mercado em um prazo de três anos, com a filiação de mais 20 lojas. O nosso propósito não é concorrer ou competir, mas garantir a nossa sobrevivência neste mercado, reafirma. A pequena empresa, isolada, não consegue sobreviver nesse ambiente [de competição] e, assim, a disposição em rede se apresenta como alternativa viável, afirma o supermercadista Lorival Massaro, presidente da rede Serve Mais. Neste sistema, as lojas compram juntas e vendem com o mesmo preço. Elas não concorrem entre si, pois oferecem preços acessíveis aos consumidores, explica Massaro. Ele garante que após a criação da rede, as vendas das lojas aumentaram substancialmente. Tivemos um incremento de vendas em torno de 40% em cada loja e passamos a ter também maior tranqüilidade para continuar trabalhando frente ao avanço das grandes lojas em direção aos bairros. Segundo Massaro, o sistema viabilizou a permanência das lojas no mercado. Mas, fizemos isso [associativismo] em primeiro lugar para garantir o nosso espaço e a nossa permanência. Se não tomássemos essa decisão, provavelmente as lojas que hoje fazem parte da rede seriam engolidas pelas grandes empresas, conta. Ele explica que o associativismo permite às lojas integradas efetuar compras com ganhos em escala. Hoje temos o mesmo poder de barganha que as grandes redes e podemos competir de igual para igual com elas, garante. A união permitiu também que as pequenas lojas se modernizassem e adotassem uma gestão mais profissionalizada. Estávamos perdendo espaço cada vez mais, não tínhamos acesso a todos os itens e não comprávamos direto da indústria. Hoje somos atendidos pelos fabricantes e pelos grandes distribuidores. E as negociações são feitas em nome de todas as lojas, o que nos permite uma economia acima de 5% nas compras em escala. (MM)