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Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2015, 20h:23

EXPORTAÇÕES

Sem chances de reverter

Novembro foi mais um mês com queda acumulada na receita estadual. Diferença anual supera US$ 2 bi

MARIANNA PERES
Da Editoria
As exportações mato-grossenses fecharam novembro com saldo acumulado de US$ 11,94 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, as cifras atuais apontam para uma queda de 14,53%, já que em 2014 o resultado para o mês era de US$ 13,97 bilhões. A diferença anual de mais de US$ 2 bilhões dificilmente será revertida com movimento da pauta estadual em dezembro, e assim, a expectativa é que as vendas externas em 2015 fechem abaixo do realizado no ano anterior, em US$ 14,79 bilhões, valor recorde para o Estado. O desempenho do complexo soja e das carnes bovinas e de aves vem contribuindo para os números negativos que Mato Grosso acumulou ao longo do ano. Novembro fechou com faturamento de US$ 987,61 milhões, cifras acima do registrado em igual momento do ano passado, US$ 766,45 milhões, mas inferior ao desempenho de outubro que fechou em US$ 1,07 bilhão. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A queda no valor internacional das commodities, especialmente da soja em grão, e o arrefecimento do consumo chinês, país que é o maior parceiro comercial do Estado, explicam a perda de receita da pauta estadual na comparação anual. Mato Grosso exportou mais volume físico, 31,28 milhões de toneladas (t) de janeiro a novembro deste ano, contra 28,42 milhões t em igual intervalo de 2014, e mesmo assim, o faturamento segue menor e negativo na comparação anual. Somente a China reduziu em pouco mais de 22% os negócios com o Estado nos últimos onze meses. Mesmo reduzindo as compras, a China segue respondendo sozinha por mais de um terço das compras da pauta mato-grossense. De janeiro a novembro deste ano, Mato Grosso exportou 14,39 milhões t, contra 14,17 milhões t de soja em grão nos onze meses de 2014. Em cifras, o retorno financeiro atual é de US$ 5,58 bilhões contra US$ 7,19 bilhões, retração de 22,33%. Vale lembrar que a China reduziu suas compras em exatamente 22% no mesmo período. Em relação à participação do grão na pauta estadual, a soja passa a responder por 46,78% contra 51,48 em igual período do ano passado. As carnes bovinas fecham o período com queda de 9,67% na receita, que passou de US$ 924,22 milhões para US$ 834,84 milhões. Os cortes de aves (frango), também acumulam desempenho negativo na comparação anual. A receita encolheu 31,48%, de US$ 111,42 milhões para US$ 76,35 milhões. Entre os principais produtos da pauta agro do Estado, o milho segue como uma exceção. As vendas e a receita fecharam mais um mês com performance positiva. Conforme o MDIC, o faturamento cresceu 14,50%, ao passar de US$ 1,65 bilhão até novembro de 2014 para US$ 1,89 bilhão. Em relação aos embarques, o volume físico também aumentou, passou de 8,8 milhões t para 10,8 milhões t. MERCADOS - Os principais destinos da pauta estadual nos primeiros onze meses desse ano foram China, Indonésia, Países Baixos (Holanda) Irã e Vietnã. Desses, apenas Irã e Vietnã tiveram ascensão e ampliaram as compras de produtos mato-grossenses em 24,47% e 19,27%, respectivamente. O maior freio veio da Holanda, com retração anual de 50,53%. Nessa ordem, a China importou US$ 3,84 bilhões em produtos, a Indonésia US$ 732,75 milhões, a Holanda US$ 677,49 milhões, o Irã US$ 532,34 milhões e o Vietnã US$ 522,33 milhões. BRASIL - De janeiro a novembro de 2015, o Brasil exportou US$ 174,35 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve retração de 14,9% nas exportações. A corrente de comércio foi US$ 335,26 bilhões, representando queda de 19% sobre o mesmo período anterior, quando totalizou US$ 419,56 bilhões. O diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação (Deaex) da Secex, Herlon Brandão, explica que a queda dos preços internacionais das principais commodities agrícolas e minerais, verificada ao longo de todo o ano, seguiu influenciando o desempenho da balança comercial em novembro. “Apesar de aumento nas quantidades exportadas, verificamos queda nos valores por conta da redução dos preços. Esse fator vem impactando a receita em dólares dos exportadores brasileiros”, esclareceu.

Edição EDIÇÃO 16967




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