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ECONOMIA
Sexta-feira, 15 de Junho de 2012, 22h:23

JUROS

Queda ainda não chegou aos cartões

Apesar dos cortes na taxa básica de juros (Selic) e da queda generalizada dos juros bancários, as taxas dos cartões de crédito permanecem no mesmo patamar há dois anos, segundo apurou pesquisa da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio/SP). Com base em levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a federação indica que, desde fevereiro de 2010, as operadoras de cartão cobram juros médios de 10,69% ao mês. A taxa Selic está em 8,5% ao ano. De acordo com a Fecomércio, o cartão de crédito é o principal instrumento de crédito do consumidor, usado por 77,2% das famílias paulistanas que contraíram dívidas em maio. Em seguida vem o crédito pessoal (19,3%), carnê (17,6%), cheque especial (9,8%) e financiamento de carro (8,9%). Para a economista da Fecomércio, Fernanda Della Rosa, “se a inadimplência é baixa e se Selic cai, mas a taxa dos cartões de crédito fica inalterada, isso está aumentando somente o lucro da administradora”, ressaltou. Sem acompanhar o movimento de redução do custo do crédito, Della Rosa diz que as operadoras acabam por prejudicar o aquecimento da economia, incentivado pelo governo federal por meio de medidas pontuais. Com as taxas elevadas, “[operadores de cartões de crédito] tiram o dinheiro que deveria ser direcionado ao consumo do mercado”.

Edição EDIÇÃO 16966




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