O plano não satisfaz a expectativa dos pecuaristas, afirma o coordenador de Pecuária da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Carlos Augusto Zanata. Segundo Zanata, a proposta apresentada pelo grupo não é muito vantajosa, devido aos moldes do plano. O produtor que tiver um crédito de um real a mais que os vinte e cinco mil deixa de receber em cinco dias para receber em dois anos, observa. Outros pontos do plano destacados pelo coordenador deixam questionamentos jurídicos, que serão analisados com mais profundidade com o objetivo de garantir a melhor forma de recebimento por parte dos pecuaristas credores. A Famato lembra que as duas unidades que estão em funcionamento do grupo Frialto no Estado são Sinop e Matupá. Juntas, somam 1,2 mil animais abatidos por dia. Segundo a empresa, estas duas unidades foram escolhidas para continuar em atividade por possuir estruturas e relacionamento comercial para exportação, fato esse que agrega valor aos produtos comercializados neste momento. A paralisação das atividades do Frialto ocorreu no dia 21 de maio e a empresa protocolou o pedido de recuperação judicial na Comarca de Sinop (MT), no dia 24 de maio. O grupo possui oito unidades de abates em cinco estados (MT, MS, RO, SP e GO). Em Mato Grosso são três plantas, localizadas em Nova Canaã do Norte, Matupá e Sinop e uma planta em construção em Tabaporã. (MP com assessoria)