ECONOMIA
Quinta-feira, 03 de Julho de 2008, 21h:32
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CIMENTO
Preço da bolsa já pode ser encontrado 20% mais barato
Trégua no preço foi possível devido à oferta de bolsas vindas de Sergipe
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
O preço da bolsa de cimento, que chegou a ser vendida por até R$ 24 na Grande Cuiabá, despencou para R$ 19 esta semana, uma queda de 20%, como efeito da maior oferta do produto no mercado depois que a Votorantim Cimentos começou a trazer o produto de sua fábrica no Sergipe, a 2,3 mil quilômetros de Cuiabá. No total estão chegando a Cuiabá entre 300 a 500 toneladas por dia. A empresa prevê que o abastecimento será normalizado dentro de no máximo 60 dias. A queda dos preços no mercado confirma a previsão da empresa, que previa um ajuste natural do mercado, com os preços voltando ao patamar de R$ 19 a R$ 20. Algumas lojas de material, entretanto, ainda vendem o produto por até R$ 24 a bolsa de 50 quilos. Desde setembro do ano passado, o Estado vem tendo problemas para atender à demanda por cimento, item considerado básico na construção civil. O presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Mato Grosso (Acomac), José Venceslau Júnior, diz que o mercado melhorou bastante e que a normalização do abastecimento seria apenas uma questão de tempo. Quando o mercado fica desabastecido, leva algum tempo para ele se auto-ajustar. Acreditamos que dentro de duas ou três semanas a situação estará normalizada e ninguém mais vai ter problema com cimento em Mato Grosso. No mês passado, a Votorantim Cimentos anunciou a construção da segunda fábrica de cimento do grupo no município de Nobres (146 quilômetros ao médio norte de Cuiabá), que deverá entrar em operação dentro de dois anos. Com investimentos de R$ 300 milhões, a nova planta duplicará a capacidade de produção da Votorantim (Cimentos Itaú) em Mato Grosso, que passará de 1 milhão de toneladas/ano para 2 milhões de toneladas. Antes da conclusão da nova fábrica, a empresa colocará em funcionamento um novo forno junto à atual planta, com capacidade para produzir 320 mil toneladas de cimento e outros insumos. O forno deve entrar em operação em janeiro de 2009 e significará um acréscimo de 32% sobre a oferta global da fábrica, elevando a produção para 1,32 milhão de toneladas.