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ECONOMIA
Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009, 08h:39

EFEITO MORALES

Preço cairá para R$ 1,49 após acordo com a Bolívia

Expectativa pela assinatura de contrato, ontem, foi frustrada. Aposta segue hoje

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
O preço do Gás Natural Veicular (GNV) em Mato Grosso, deverá despencar dos atuais R$ 1,69 para R$ 1,49 nos próximos dias com o novo contrato de fornecimento com a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), a estatal que abastece o Estado. Ontem, com a com a confirmação de que autoridades mato-grossenses estavam na Bolívia para selar o acordo, havia a expectativa de que o entendimento seria consumado, por meio da assinatura de um novo contrato de compra e venda de gás natural. Porém, até o fechamento desta edição, por volta das 19h30, o governo do Estado não havia confirmado o ajuste comercial. Para assinar o novo acordo - que deverá ter duração de 10 anos - estão na Bolívia o presidente da Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás), Helny de Paula, e o secretário adjunto da Casa Civil e representante do escritório político de Mato Grosso em Brasília, Jefferson de Castro. De acordo com informações extra-oficiais, a minuta do acordo já foi aprovada e a formalização do contrato só depende da assinatura de Paula e Castro, o que deverá ocorrer ainda hoje. “Estamos aguardando a chegada de Helny, em Cuiabá, já com o novo contrato em mãos”, informou o secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf. Os detalhes do novo contrato não foram revelados, mas estima-se que os novos preços a serem pagos à YPFB a partir de outubro vão oscilar entre US$ 5,80 por milhão de BTU (Unidade Térmica Britânica) e US$ 6,30. Atualmente a MT Gás paga US$ 9,65 por milhão de BTU à Bolívia. A redução terá impacto direto no bolso do consumidor. “O preço sugerido pelo governo estadual às bombas será de R$ 1,49, garantindo as mesmas margens de lucro aos postos”, disse Nadaf. O preço cobrado atualmente pelas revendas de Cuiabá é de R$ 1,69, mas já chegou a até R$ 1,89. Em Várzea Grande, um posto vende GNV por R$ 1,63/m³. O preço inicial do GNV em Cuiabá foi de R$ 1,35. Os revendedores esclarecem que a baixa de preços é uma ação promovida pelo varejo. Além dos seis postos revendedores de GNV em Mato Grosso – cinco na Grande Cuiabá e um em Rondonópolis – a planta da Sadia, em Várzea Grande, também utiliza o gás natural boliviano para movimentar parte de sua indústria. ALÍVIO - A assinatura do novo contrato com a Bolívia trará alívio aos proprietários de postos, motoristas e à planta da Sadia. Nos postos, a expectativa é de que o novo acordo traga “alento” e resgate a credibilidade da população com relação ao combustível. “Se tivermos um contrato de longo prazo, como a MT Gás está anunciando, teremos garantia no fornecimento e, com isso, a população irá se interessar pela conversão de carros”, afirma o empresário Ranmed Moussa, proprietário do posto Metropolitano. “Com esta garantia aliada a redução nos preços poderemos ter a retomada do GNV em Mato Grosso”. Na opinião do proprietário do posto Santa Elisa, João Marcelo Borges, a população precisa de “segurança de que o combustível não irá faltar, como já aconteceu. Os preços também precisam cair para tornar o sistema atrativo. O problema agora é tentar recuperar o tempo perdido”. TÁXIS - Segundo informações do Sindicato dos Taxistas de Cuiabá (Sintac), dos 604 táxis existentes na Capital, pelo menos 300 foram convertidos ao GNV. Entretanto, com as sucessivas altas dos preços e a instabilidade no fornecimento de gás natural por parte da Bolívia, os motoristas foram perdendo o estímulo pelo combustível e hoje nem a metade dos carros que fizeram a conversão na Grande Cuiabá ainda circula com o kit gás. De acordo com o presidente do Sintac, Antônio Bodenar, para o sistema voltar a ser atrativo o governo estadual deve dar uma garantia no fornecimento por meio de um contrato de longo prazo e os postos precisam baixar drasticamente os preços. “Falamos em um preço de no máximo R$ 1,40 para o consumidor”, afirmou.

Edição EDIÇÃO 16969




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