ECONOMIA
Terça-feira, 19 de Junho de 2007, 20h:36
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EXPORTAÇÕES
Prazo vence hoje
Sindifrigo afirma que 12 plantas que comercializam com a Rússia estão preparadas para atender às exigências
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
O presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo), Luiz Antônio Freitas Martins, garantiu ontem que os 12 frigoríficos mato-grossenses que exportam carne bovina para a Rússia já estão aptos a atender às novas exigências daquele mercado. O prazo para os frigoríficos se ajustarem aos novos critérios de exportação vencem hoje e, entre as novas medidas, estão a certificação e o controle de embalagens primárias. A partir de hoje, toda carne bovina vendida para a Rússia deverá ter uma etiqueta que identifique a data de produção. Também deverá trazer o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e a descrição do destino. Segundo Luiz Antônio, a segurança da embalagem primária corresponde desde o abate do animal até o embarque do produto final e, quem não se adequar a essa medida não terá o certificado, o que vai impossibilitar a exportação para a Rússia. A indústria frigorífica avalia como muito importante o mercado russo para Mato Grosso, por isso todos procuraram se adequar às novas exigências daquele mercado, explicou o presidente do Sindifrigo. A partir de 1 de julho, outros componentes de segurança serão agregados ao atual certificado de exportação. Devem entrar em vigor os novos itens de segurança nos Certificados Sanitários Internacionais e um sistema de certificação digital desses documentos. As medidas aumentam a responsabilidade do serviço de inspeção nacional e dos empresários que desejam exportar. Com elas, o padrão sanitário das exportações será elevado, pois o novo documento será feito com um papel especial que vai conter itens de segurança contra fraudes e informações da procedência dos animais. As medidas, entretanto, não são novidades para a indústria, uma vez que já vinham sendo adotadas no comércio entre o Brasil, a União Européia e os Estados Unidos. A Rússia exigiu o mesmo tratamento durante viagem de uma comissão brasileira ao país, realizada no início deste mês. No encontro, em que estiveram presentes representantes do Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária da Federação Russa, também ficou acordado que o governo brasileiro passaria a ser responsável pela habilitação, desabilitação e reabilitação dos estabelecimentos exportadores de carne. Até então, essa tarefa era realizada por inspetores russos instalados no Brasil. Com isso, o Ministério da Agricultura passará a ser responsável por autorizar ou não os frigoríficos nacionais a exportar para a Rússia - e não mais o Serviço Federal de Supervisão Sanitária e Fitossanitária russo, como acontecia até então. Uma vez por ano o governo daquele país virá auditar os trabalhos feitos pelo governo brasileiro. Mecanismo semelhante já é adotado com relação às exportações os Estados Unidos e à União Européia. Haverá mais rigor também no controle da origem dos animais abatidos, disse uma fonte da Superintendência Federal da Agricultura (SFA) em Mato Grosso. A embalagem primária dos produtos também deve conter selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) desde o estabelecimento de abate. Além disso, a Rússia suspendeu a importação de carnes provenientes de estabelecimentos que se dedicam apenas à desossa e processamento de carnes. Um grupo de trabalho composto por representantes brasileiros e russos deve estabelecer um memorando de entendimento sobre as condições de fornecimento de mercadorias sujeitas à supervisão veterinária oficial do Brasil para a Rússia, que exigiu o aumento do controle da tuberculose bovina nas propriedades que abatem animais cuja carne tem como destino aquele mercado.