O diretor-presidente da Pantanal Energia, Fábio Garcia, confirmou ontem que a Petrobras solicitou ao governo da Bolívia autorização para fornecer gás natural à usina térmica de Cuiabá, a UTE Mário Covas. A anuência é necessária para que um contrato Bolívia/Petrobras - que estipula entrega em ponto no território brasileiro possa ser ampliado para mais um, o gasoduto Mato Grosso-Bolívia. O governo brasileiro, o estadual e a Pantanal aguardam o pronunciamento do governo vizinho, mas ainda não houve anúncio da permissão. O pedido da Petrobras foi confirmado em reunião em Brasília. Sem autorização, a negociação não avança, frisa Garcia. Em fevereiro, o presidente da estatal boliviana de hidrocarbonetos, Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Carlos Villegas, esteve no Estado reafirmando que Mato Grosso é prioritário. Villegas disse na época que o abastecimento da térmica, via Petrobras, seria a solução mais rápida e eficaz para o reativamento da planta que está há mais de dois anos parada por falta de abastecimento contínuo de gás. A UTE sozinha é capaz de suprir cerca de 70% da demanda energética estadual. Diante deste novo desdobramento, mesmo atenta à decisão boliviana, a Pantanal já estuda ampliar por mais 30 dias o transporte de gás natural que vem sendo feito desde janeiro por meio de contrato emergencial assinado com o governo de Mato Grosso. A terceira renovação vigora até o dia 20. A Pantanal é uma holding que controla a Empresa Produtora de Energia administradora da UTE e a GasOcidente, que transporta o gás em território brasileiro. (MP)