ECONOMIA
Quinta-feira, 05 de Julho de 2007, 20h:07
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VIAGENS
Passagens interestaduais estão 4,81% mais caras
JAQUELINE BECK
Da Reportagem/Rondonópolis
Viajar de ônibus de Mato Grosso para cidades de outros estados brasileiros ou países está 4,81% mais caro desde o último domingo, dia 1º. O reajuste de 1,62 ponto percentual acima da inflação na tarifa do transporte interestadual e internacional de passageiros foi autorizado pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Em Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá), por exemplo, de acordo com a gerência do Terminal Rodoviário Alberto Luz, cerca de 5 mil pessoas partem para cidades de outros estados. Sobre os destinos mais procurados e o valor dos preços estabelecidos pelo reajuste, foram ouvidas três viações - Andorinha Transportes, Eucatur Empresa União Cascavel e Expresso São Luiz. Com base nas informações obtidas pelas agências, os destinos mais procurados são Campo Grande (MS), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). Conforme informações dos encarregados comerciais das três empresas de transporte e turismo, os clientes que compravam a passagem para Campo Grande ao preço de R$ 56,90, depois do acréscimo de 4,81%, já podem encontrar o bilhete ao custo de R$ 59,51. O mesmo vale para São Paulo, que de R$ 120 passou para R$ 125,83 e, por fim Porto Alegre, com valor mais expressivo, de R$ 210,16 para R$ 220,05. As tarifas dessas cidades foram calculadas com base na partida de Rondonópolis. Segundo o auxiliar de vendas da Expresso São Luiz, Leandro Pereira da Silva, a companhia não aderiu ao aumento estipulado pela ANTT. Até fins de junho, a empresa tinha promoção no preço das passagens uma diminuição de em média 6% do preço normal, antes do reajuste. A partir deste mês os preços voltaram ao normal, desconsiderando o acréscimo de 4,81%, afirma. De acordo com o órgão regulador, o cálculo considerou os índices de preços de custo, como combustível, lubrificantes, rodagem, mão-de-obra, peças e acessórios, que totalizaram 3,3%. Outros 1,5% são remanescentes de 2005, encontrados durante o cálculo do reajuste e a revisão extraordinária realizados no ano passado. A ANTT informou, via assessoria, que a metodologia utilizada neste ano para calcular as despesas é inédita e um dos motivos pelo qual o aumento seja bem inferior ao do ano passado 9,29% -, deve-se ao preço do combustível que se manteve estável durante todo o período entre um reajuste e outro, realizado todos os anos, sempre no início de julho.