ECONOMIA
Terça-feira, 02 de Fevereiro de 2010, 09h:42
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HABITAÇÃO
MT tem novo recorde
O volume de financiamentos habitacionais no Estado chegou a R$ 687,7 em 2009, um aumento de 94,5% em relação a 2008
Os números divulgados ontem pela Caixa Econômica Federal mostram novo recorde no volume de financiamentos habitacionais em Mato Grosso em 2009, quando o montante chegou a R$ 687,7 milhões, sendo R$ 235 milhões para o programa Minha Casa Minha Vida, superando em 94,5% o volume registrado em 2008, que chegou a R$ 268,7 milhões, no período de janeiro a novembro. Para 2010 a previsão é chegar a R$ 1 bilhão, num total de 20 mil unidades em todo o Estado. No cenário nacional, Mato Grosso está entre os três estados que conseguiram fechar 100% da meta estabelecida para o Programa Minha Casa Minha Vida. O superintendente da CEF, Ivo Zecchin credita parte desse sucesso a forte parceria com o Estado e municípios. Já tínhamos uma parceria, desde 2003, através do PAR Programa de Arrendamento Residencial, o que facilitou a implantação do Minha Casa Minha Vida. Outro ponto facilitador está na oferta de áreas em Mato Grosso para programas habitacionais, diferente do que ocorre em outras regiões do país, o que acaba por reduzir o custo final das unidades. Enquanto no Estado de São Paulo, o custo de uma unidade do Minha Casa Minha Vida chega a R$ 52 mil, em Mato Grosso o valor é de R$ 39 mil, com o mesmo padrão de qualidade. Minha Casa Minha Vida Com 100% da meta cumprida, Mato Grosso teve até dezembro de 2009 um total de 25.648 propostas apresentadas no Programa Minha Casa Minha Vida, na faixa que atende famílias com renda de zero a três salários mínimos, com a construção de 5990 novas unidades. Na faixa de zero a três salários, o comprometimento da renda no financiamento é de 10%, com prestações mínimas de R$ 50,00 e o prazo para quitação da dívida é de 10 anos. O programa foi lançado em abril de 2009 pelo governo federal para implementar o Plano Nacional de Habitação com o objetivo de construir um milhão de moradias, aumentar o acesso das famílias de baixa renda à casa própria e gerar emprego e renda por meio do aumento do investimento na construção civil. Para 2010, a previsão é manter a média de contratação de 60 mil unidades habitacionais por mês para cumprir a meta de beneficiar um milhão de famílias. Em Mato Grosso, além da capital, os municípios de Várzea Grande, Rondonópolis, Cáceres, Tangará da Serra, Sinop e Sorriso contam o programa, que é restrito a cidades com mais de 50 mil habitantes. Além de atender famílias de baixa renda, o programa também tem linha de financiamento para aqueles com rendimentos que vão de três a seis salários mínimos e de seis a dez salários. De acordo com o superintendente da CEF, os que estão na faixa de 3 a 6 salários são os que mais acessam o simulador de financiamento. O número de acessos este ano já apontam para um novo recorde no crédito para habitação em 2010. Até o dia 21 de janeiro a Caixa registrou mais de 10 milhões de simulações, numa média diária de 145 mil acessos. As linhas de crédito habitacional com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FGTS, também registraram números expressivos no Estado. Foram mais de R$ 170 milhões, com 4.929 financiamentos. Já para os créditos com recursos da poupança (SBPE), o volume foi de R$ 289 milhões, para o financiamento de 3.915 unidades habitacionais.